Aidenor Aires é o nome literário do escritor Aidenor Aires Pereira. Nasceu em Riachão da Neves – BA, no dia 30 de maio de 1946. Reside em Goiânia desde a infância onde fez todos os seus estudos. Bacharelou-se em Letras Vernáculas e em Direito pela Universidade Católica de Goiás.  Dedicou-se por vários anos ao magistério. Fez carreira como jurista no Ministério Público de Goiás, aposentando-se como promotor de justiça de terceira entrância da Capital. Foi Presidente da União Brasileira de Escritores de Goiás. Pertence à Academia Goiana de Letras, à Academia Goianiense de Letras, Academia Barreirense de Letras e a outras congêneres.

É Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Atua há vários anos como poeta, pesquisador e animador cultural. Faz conferências, reconhecido como orador espontâneo e de largos recursos expressivos.  Recebeu títulos honoríficos de Cidadão Goianiense e Cidadão Goiano, entre outros.  Escreve sobre cultura, destacando-se como estudioso da história e dos problemas da América Latina. Fez várias viagens de estudos a países do Continente. Mantém permanente intercâmbio com países vizinhos como Chile, Peru, Argentina.

Participou de diversos encontros culturais e organizou outros com o fim de aproximar e ampliar o diálogo entre escritores brasileiros, principalmente goianos, com os irmãos de fala hispânica. Por seu trabalho literário tem recebido reconhecimento em Goiás e no Brasil e está incluído em importantes antologias.

Publicou, entre outros, os livros: Reflexões do Conflito, poesia, em parceria com Gabriel Nascente Goiânia,1970; Itinerário da Aflição, poemas. Goiânia, 1973; Na Estação da Aves, poemas 1973; Lavra do Insolúvel, poemas. Goiânia: Oriente, 1994; Rio Interior, poemas. Goiânia: Amaragrei. Brasília: Ipiranga, 1978; O Canto do Regresso, poemas. Goiânia. 1979; Tuera – Elegia Carajá, poemas. Brasília: Thesaurus, 1980; Aprendiz do Desencanto, poemas. Goiânia: Unigraf, 1982; Os Deuses São Pássaros do Vento. Goiânia: Cerne, 1984; A Árvore do Energúmeno, contos, Kelps, 2001, Via Viator, poemas. São Paulo: Melhoramentos, 1986 e O Dia Frágil, UBEGO/Kelps, 2005, Seleta Poética, antologia, Kelps, 2005, XV Elegias, poemas.

É cronista com texto semanal no jornal Diário da Manhã.                      
 

Leia mais... 


Presença

Ter que ficar aqui
No meio da rua testemunhando a vida
Quando todas as ruas estão mortas.

 
Vir para o meio do mundo
E dizer do alto das escadas
Que a poesia é triste
E que a vida é feita de estradas.
 

Vir para o meio do mundo
Quando já não cabe no mundo
A chave da sua porta.
 

Leia mais...