AL-Chaer é a grafia correta do sobrenome árabe de Alberto Vilela Chaer, brasileiro, neto de libaneses, nascido em Uberlândia–MG em 11 de agosto de 1963, morando em Goiânia-GO desde 1968. Mestre em Engenharia Civil pela PUC-Rio, iniciou a carreira do Magistério no Ensino Superior na Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC Goiás - em 1989, onde ensina para os Cursos de Engenharia. Na PUC Goiás já ocupou o cargo de Coordenador de Pesquisa no período de 1992-1994 e o posto de Diretor do Departamento de Engenharia, no triênio 1998-2001. Neste mesmo período foi Conselheiro do CREA-GO, assumindo em 1999 a Diretoria, como 2º Secretário. Fez parte da Comissão Especial de Meio Ambiente do CREA-GO. Seu trabalho como Professor e Pesquisador (co-orientação de pesquisa na área de Concreto Armado de Elevado Desempenho) alcançou destaque nacional e internacional, sendo merecedor de premiação do IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto) em 2000, pela divulgação do Ensino de Engenharia no Exterior. Atua também como Projetista de Estruturas de Concreto Armado. Desde março de 2009, é também Professor na Universidade Federal de Goiás (UFG), na Escola de Engenharia Civil. Membro da União Brasileira de Escritores (UBE-GO). Faz parte da Diretoria, no atual Biênio 2008-2010.
"Torcedor do Goiás, Poeta, Engenheiro Civil, Professor e Pai da Laura, não necessariamente nesta ordem..." Al-Chaer
Escreve desde 1981. Produz poesia visual desde 2005. Tem vários poemas e crônicas divulgados em sites especializados em literatura.
Trabalhos literários:
1981–Composições classificadas para o Festival ComunicaSOM;
1983–Poemas publicados na Antologia “Pacote Poético” - Novos Valores – UBE-GO;
1999–Poemas publicados na Antologia “Horizontes” – Editora PD Literatura – São Paulo – SP;
2000–Poemas publicados na Antologia “InsPiração Erótica” – Poemas Sensuais – Editora Literarte – Jundiaí – SP;
2000–Poemas publicados na Antologia “A Sensualidade da Língua” – Laser Press Comunicações – São Paulo;
2000–Premiação (1º Lugar - júri popular) no I Concurso de Poemas do “site” Blocos – com o poema “O Amor é Lua”;
2000–Seleção do poema “pas de deux” para o CD-ROM “1º Concurso de Poesias” promovido pelo “site” Poemas Azuis, tendo como único jurado o Poeta Affonso Romano de Sant’Anna;
2003–Participação no I Simpósio Internacional de Literatura Brasileira e Hispano-Americana Contemporânea, “Dilemas da Representação”, Universidade de Brasília, apresentando o artigo “Uma Abordagem transtextual de O Homem que Copiava de Jorge Furtado”, em co-autoria com Sylvia Helena Cyntrão;
2003-Análise comparativa do poema “laranja larajeiras laranjais” em artigo denominado “Exílios Contemporâneos”, de autoria de Sylvia Helena Cyntrão, apresentado na seção “Deslocamentos, Migações” no II Colóquio Sul de Literatura Comparada e Encontro da ABRALIC 2003;
2004–Participação do VI Encontro Nacional de Escritores, Goiânia-GO, em dois painéis, “O Ofício do Escritor” e “Literatura e Internet”;
2005–“Confraria do Porto do Escritor” – UBE-GO – Editora Kelps – Goiânia, 2005.
2006-“partitura” – poemas; Editora UCG.
2007-Participação na obra “Goiânia – Pequena Grande Cidade”, registro fotográfico e poético organizado por Jorge Abdalla Rassi, com o poema “Estádio Serra Dourada”. Coleção Goiania em Prosa e Verso. Editora UCG. Apoio: Prefeitura de Goiânia.
2007-Verbete “AL-Chaer” incluído no Dicionário de Poetas Goianos organizado pelo Escritor e Historiador José Mendonça Teles.
2008-Participação na I Bienal Internacional de Poesia de Brasília; Leitura de poemas no Simpósio de Crítica de Poesia na UnB; Apresentação de poemas no evento POEMAÇÃO; Lançamento coletivo de livros de poesia na Biblioteca Nacional; Participação da Mostra de Poesia Visual (OBRANOME II) no Museu Nacional da República com cinco poemas visuais da Série: Futebol em Movimento.
2009-Participação da Mostra de Poesia Visual (OBRANOME II), ocorrida na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, com o poema visual “A TÁTICA: FUTEBOL”
2009-XXV PRÊMIO NÓSSIDE INTERNACINAL de POESIA – plurilinguístico e multimedial (Centro Studi Bosio, Reggio Calabria, Itália). “MENCIONADO” com o poema “dobradura”. Selecionado para fazer parte da edição impressa da Antologia com os demais poemas premiados.
2009-CONCURSO DE POESIA FALADA “Coelho Vaz; 50 anos de Vida Literária” com o poema “cuidados”, obtendo premiação em TERCEIRO LUGAR. O poema fez parte Edição Impressa da Antologia, junto aos demais poemas selecionados.
2010-Participação da Mostra de Poesia Visual (OBRANOME II), ocorrida na galeria da Fundação Jaime Câmara, em Goiânia - GO, com os poemas visuais “A TÁTICA: FUTEBOL”, “RG da POESIA”, “Número do POETA”, “Número da PAZ”, Número da BOLA”, “Número do GOL”, “LUA e poemas traduzidos” e “DESESPELHO”.
Obra:
2006-“partitura” – poemas; Editora UCG
Leia mais em:
Poesia Visual - Crônicas de Futebol e Sugêneres - O gato da Odete - w.w.w.e.r.b.o. - Poetas Lusófonos - Germina Literatura - Curriculum Lattes - twitter
Poesias:
bonsai
cresce uma paixão
quebra
a bandeja da razão
café
mil anos depois
a porcelana
toca teus lábios
é lá
onde vou buscar
a nova especiaria
ferver
os grãos mais nativos
na infusão de teu vestido
revelar uma Gazela
te levar embora para a Abssínia
lá sou amigo das cabras
vou coar o oriente
pelos teus poros
teu brilho perderá o sono
Bandeira passou perto
Abssínia fica depois de Pasárgada
costas
nestes grãos de pele
fundem
minhas mãos e meus braços e teus temperos
dissolvo minhas horas
em fogo alto
suor sal e açúcar
temperam o gosto claro
quente
e acre-doce destas cores
para esta receita
eu me preparei
especiarias árabes
cuidadosamente
reservadas para a ocasião
meus dedos
provam
palavras derretidas
me espera me aceita
em ponto caramelo
sandálias
sejam as pedras
portuguesas
de São Tomé
ou de Pirenópolis
todas as calçadas
cochicham
os teus passos
aprendi com elas
a escutar os sussurros
das tuas pernas
para abafar
a espera acústica
desta alma mascate
um coração estendido
tapete persa
mosaicos do descompasso
teus pés sempre estarão nus
nas cerâmicas
das minhas mãos frias
os ladrilhos
se esta rua
se esta rua fosse minha
transgênico
a cor
longa de segredos
teu vestido
não encobre
desejo de olhar alaranjado
pêlos
em reação cítrica
sumos
falam salivas
descascadas tuas costas
para minha boca sub judice
gomos de pele
semente
modificada
o beijo transgride
nova ética
moderna agricultura
teus pomares
arando minha língua
com novas palavras
transferidas
mais resistentes
proibidas de estarem aqui
por exemplo
mexerica
voar é com os pássaros
da porta
tocam luz
e um pouco de blues
entra pela fresta do rádio
do seu brilho
escorrem nuas
minhas marcas
molhadas
e repetimos
talvez porque
queiramos deixar de ser
apenas animais terrestres
ou para que esta poesia
tenha versos aéreos
voando você
de costas para o tempo
puro exibicionismo
das asas
que brotam nos cantos
de sua boca
com a envergadura suave
dos seus olhos fechados
o infinito é uma grandeza
das aves
e para eu não me perder
nesta medida
tenho no meu corpo
suas mãos
aladas


