Nasceu em Canápolis-MG e se criou em Goiás. Filho de camponeses, viveu em sítios até 14 anos; quando então foi para a cidade de Santa Helena de Goiás, para continuar os estudos. Em agosto de 1979, aos vinte e três anos, ingressou-se na Fundação Universidade Federal de Mato Grosso, no curso de Nutrição, na cidade de Cuiabá (onde teve também seu primeiro emprego de carteira assinada, na TV Centro
América, como repórter).
Sempre atento aos acontecimentos de seu tempo “armado de certezas e convicções”: tomando posições de resistências e denúncias, ante os abusos e as injustiças; sejam de pessoas, sejam de instituições ou de regimes. No final de setembro do mesmo ano, pediu licença ao professor e levantou-se, para denunciar o fato de haver sido torturado, sob o regime militar, o colega José Carlos Carvalho (que cursava Direito): conclamou a turma para uma greve e saiu da sala (todos saíram com ele). Fez isso a manhã inteira, sala por sala: às 11:30, já estava com a Universidade paralisada (primeira greve geral da FUFMT: uma semana de greve). O então presidente da UNE, Aldo Rebelo, foi a Cuiabá para o encerramento da greve, com uma passeata pela cidade.
Como Diretor de Cultura do Diretório Central dos Estudantes, incrementou as atividades culturais, promoveu shows, festivais, palestras, recitais e, a nível universitário, lançou seu primeiro livro de poemas, “Liça” e logo em seguida “Gotas de Luta”; ambos em 1980 e em 1981, na Casa da Cultura em Cuiabá, lançou “Luta Corporal do Amor Bruto”, o qual originou também em 1983, a composição com o mesmo nome, de José Luiz Martinez (Doctor of Philosophy em musicologia na Universidade de Helsinki: semioticista da música e compositor). Agora, em “Poemas em Carne e Osso (Tu, Eu e o Fim de Todos), ergue-se “da sarjeta dos homens, com os punhos cerrados, dentre bagaços de homens”, como um “homem armado” em defesa do amor (o amor do homem pelos homens; o amor do homem pela vida; o amor do homem pelo mundo em que se vive; e por quê não? pelo amor da mulher que ama).


