Ana Luiza Serra Ferreira nasceu em São Luís - Maranhão, no dia 25 de agosto. Filha de Manoel Macário Ferreira e Celyse Souza Serra Ferreira. Licenciada em Letras, com especialização em Francês e Literatura pela Universidade Federal do Maranhão, foi professora de Francês no Colégio Dom Bosco do Maranhão. Atualmente é Secretária-Executiva da União Brasileira de Escritores-Seção Goiás.
Em 1979 - Professora de Francês no Colégio Dom Bosco do Maranhão. Em 1980 exerceu o cargo de Secretária-Executiva na Companhia de Defesa e Promoção Agropecuária (CODAGRO), no Estado do Maranhão. No ano de 1990 foi Secretária do Departamento de Vendas da Arisco Indústria Alimentícia. No período de março de 1999 a julho de 2000 foi Secretária-Executiva da Academia Goiana de Letras (AGL). Desde do ano 2000 exerce o cargo de Secretária-Executiva na União Brasileira de Escritores-Seção Goiás (UBE-GO). Participou de VI Encontro Nacional de Escritores, foi colaboradora no Projeto UBE – O Porto do Escritor.
Outros Cursos:
1978 – I Semana da Literatura Brasileira; 1980 – II Semana da Cultura Maranhense; 1981 – III Semana da Cultura Maranhense; I Semana da Mulher Maranhense; “Programa de Racionalização do Trabalho”; 1982 - “Informação e Documentação Agrícola pela Secretaria Nacional de Agricultura;
Experiência Profissional:
1973 - Escriturária da Companhia Maranhense de Abastecimento (COMABA); 1979 - Professora de Francês no Colégio Dom Bosco do Maranhão; 1980 a dezembro de 1984 - exerceu o cargo de Secretária Executiva na Diretoria Técnica da Companhia de Defesa e Promoção Agropecuária (CODAGRO), na cidade de S. Luís-MA.; 1990 a 1992 – Secretária no Departamento de Vendas da Arisco Indústria Alimentícia; De 1998 a julho de 2000 foi Secretária Executiva da Academia Goiana de Letras; Desde Junho-2000 exerce o cargo de Secretária Executiva da UBE-GO.
Experiência Cultural:
1982 – I Forum de Debate Cultural do Maranhão; 2004 - Participou do “VI Encontro Nacional de Escritores” (UBE-GO); 2009 – Participou da II Bienal do Livro de Goiânia; 2010 – Membro da União Brasileira de Escritores-Seção Goiás, fazendo parte da atual Diretoria, como 2ª Secretária. Colaboradora na realização do Troféu Tiokô ( desde de 2001) realizado pela UBE-GO; Colaboradora nos Projetos: “Oficina de Literatura-2006”, “UBE – O Porto do Escritor”(2007), “Porto do Escritor-Vitrine da Literatura Goiana” (2008); “UBE.Com” (2009); Oficinas de Literatura-2010/2011 (Poesias e Contos).
2009 – Organizadora da antologia “A Crônica de Hoje em Dia”, lançada em 09 de junho de 2009 na UBE-GO.
Obra:

“A Crônica de Hoje em Dia”- (Antologia)
Esta obra é uma coletânea de doze escritores contemporâneos dos mais representativos do Estado de Goiás, que vêm conquistando reconhecimento no panorama da Literatura Brasileira.
A obra em presença não é apenas um espaço de divulgação desses escritores, mas uma seleção acompanhada de uma breve biografia, mostrando que poetas, historiadores, romancistas e contistas trabalham a crônica em seus mais variados tipos.
A crônica é um gênero literário, onde o autor prima pela capacidade de síntese, a ser veiculado na imprensa, páginas de revista ou de um jornal, fato que em princípio lhe determinaria vida breve. Na maioria dos casos é um texto curto e narrado em primeira pessoa, fazendo com isso que seja apresentada uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. É feita com a finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma intimidade entre o escritor e o leitor.
A palavra crônica deriva do Latim chronica e está diretamente relacionado a khrónos (tempo em Grego). Segundo David Arrigucci, é portanto, um relato de acontecimentos em ordem cronológica, de onde tira como memória escrita, sua matéria principal, o que fica vivido. Em tal acepção, atingiu o auge na Idade Média, após o século XII.
Nessa época, porém, aproximou-se do polo histórico, o que determinou uma distinção: as obras que narravam os acontecimentos com fartura de detalhes para esclarecimentos, ou situavam-se numa perspectiva individual da História, recebiam a designação de crônica, como podemos exemplificar, as obras de Fernão Lopes, no século XIV. As simples e impessoais notações passageiras, ou “crônicas breves”, passaram a denominar-se “cronicões”. A partir do Renascimento (século XVI), o termo crônica começou a ser substituído por História.
No século XIX, com desenvolvimento da imprensa, a crônica passou a fazer parte dos jornais. Apareceu pela primeira vez no ano de 1799, “Journal de Débats”, publicado em Paris. Os textos comentavam, de forma crítica, acontecimentos que haviam ocorrido durante a semana. Com um sentido histórico, serviam para informar o leitor.
Na segunda metade do século XIX, foi trazida para o Brasil. O escritor José de Alencar foi um dos primeiros a produzir este tipo de texto. Sua crônica tinha características dos folhetins europeus. Com o passar do tempo, a crônica brasileira, distanciou-se daquela crônica com sentido documentário originada na França. Adquiriu um caráter mais literário, fazendo uso de linguagem mais leve e envolvendo poesia, lirismo e fantasia. É do nosso conhecimento que grandes escritores da Literatura Brasileira escreveram crônicas, dentre eles, encontramos Machado de Assis, um dos principais fundadores da crônica moderna brasileira, muito contribuiu para a estrutura literária, comentando o cotidiano de maneira pessoal, como tirando conclusões próprias do fato abordado; Olavo Bilac, sendo um dos principais representantes do Parnasianismo Brasileiro, precisou simplificar bastante a linguagem que costumava usar em seus poemas e textos em prosa ( essa maleabilidade exemplifica a adaptação que os escritores possuem ao escrever crônica); Humberto de Campos por quase duas décadas (1920-1930), foi considerado o mais popular cronista brasileiro; Artur Azevedo, considerado “príncipe da crônica”, teve em vida grande popularidade, pois soube tratá-la com a arte do dizer; Mário de Andrade; Raul Pompéia; Graciliano Ramos; Rachel de Queiroz, 1ª mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras em 1977, publicou mais de duas mil crônicas, que deram origem a diversos livros: “Um Alpendre”, “Uma Rede”, Um Açude” etc.; Carlos Drummond de Andrade; Fernando Sabino; Nelson Rodrigues; Rubem Braga; Clarice Lispector; Vinícius de Moraes (poetinha); Carlos Heitor Cony; Mário Prata e muitos outros.
A crônica atingiu alto grau de maturidade, simplicidade, naturalidade, brevidade e humanização (encontrou o tônus familiar de coisa simples falando de coisas sérias, ou não) com Mário de Andrade e Drummond na década de 30, culminando com Rubem Braga, escritor exclusivamente cronista.
Sempre ligado ao jornalismo, Rubem Braga (renovador da crônica brasileira), através da qualidade literária, usando uma linguagem simples e coloquial, chegou a livrar a crônica da efemeridade do jornal. Conseguiu tocar em sentimentos humanos e universais, como tristeza, alegria e o amor. A sua ambição era que suas crônicas divertissem os leitores e os ajudassem a enfrentar situações difíceis. Ele fez da crônica “o lugar do absolutamente pessoal”.
O gênero crônica goza de grande liberdade e, assim sendo, ora se parece com contos e os contos se parecem crônicas e, por vezes, dado ao lirismo da linguagem, confunde-se com prosa poética. Como há semelhanças entre crônica e texto exclusivamente informativo, pode-se dizer que crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.
Na maioria das vezes, classifica-se como expressão literária híbrida, ou múltipla, uma vez que pode assumir a forma de alegoria, necrológio, entrevista, invectiva, apelo, resenha, confissão, monólogo, diálogo em torno de personagens reais ou imaginárias. A crônica estimula a veia poética do prosador, ou dá espaço para que revele dotes de contador de histórias. No primeiro caso, o resultado pode ser um poema em prosa; no segundo, uma narrativa breve.
Neste trabalho a autora teve o cuidado de colecionar as mais variadas crônicas de cada autor, para que o leitor consiga distinguir os sete tipos que são classificadas da seguinte forma:
Crônica Descritiva: Explora a caracterização de seres animados e inanimados num espaço;
Crônica Narrativa: Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular;
Crônica Dissertativa: Opinião explícita, com argumentos mais sentimentalistas do que racionais. Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural;
Crônica Narrativo-Descritiva: Explora a caracterização de seres, descrevendo-os. E, ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos no qual pode ser narrado em
1ª ou 3ª pessoa do singular;
Crônica Humorista: Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos;
Crônica Lírica: Expressa o estado do espírito, as emoções do cronista diante de um fato de uma pessoa ou fenômeno;
Crônica Poética: Apresenta versos poéticos em forma de crônica:
Crônica Jornalística: Apresenta aspectos particulares de notícias ou fatos. Pode ser policial, esportiva ou política.
"Eis o resultado de pesquisas e do excepcional apoio recebido dos amigos escritores que atenderam o meu pedido e entenderam a minha proposta. Tenho certeza que será tão gratificante ao leitor quanto foi para mim ler estas setenta e duas crônicas, pois a linguagem é leve e comunicativa, os fatos narrados são familiares com humor presente, fazendo por vezes despertar o riso". Ana Luiza
Aproveita a oportunidade para homenagear os escritores Aidenor Aires, Bariani Ortêncio, Brasigóis Felício, Edival Lourenço, Gabriel Nascente, José Fernandes, José Mendonça Teles, Kleber Adorno, Leonardo Teixeira, Modesto Gomes (in memorian), Ursulino Leão e Valdemes Menezes que fraternalmente autorizaram-me a publicar suas obras. Ao mesmo tempo divido a minha alegria pela realização deste estudo, bem como o desejo de dar continuidade a um trabalho que enriquece e expande as letras goianas no vasto universo cultural da língua escrita e falada, imortalizando nossos escritores.