Nascida a 17 de julho de 1962, paulista de Monte Aprazível – SP, reside em Goiânia desde 1986.
Obras:
V Concurso “Melhores Poetas”- Publicação e Edição da Poesia “Caminhos Cruzados”- (1986)Editora Shogun Arte - Rio de Janeiro – RJ /Angústias Naturais(1988); Buscas & Voltas (1990); Caminhos Cruzados(1993) - Publicação da Poesia "Malícias" – Concurso para Calendário (1996); Concurso de Melhores Poetas 1996 com a poesia "Perfume dos Corpos" Editora Jotanesi- Rio de Janeiro – RJ - Concurso: Os Melhores de Jotanesi (1970) com a poesia: Caminho em AtalhoEditora: Jotanesi Rio de Janeiro – RJ; Projeto Poesia em Doses (2000): Muro da Casa Verde – Setor Bueno – Goiânia; Projeto Poesia em Doses: Brasil 500 anos; Projeto 10 Dias de Poesias: UBE e Banco do Brasil. Livro de Poesias: De Mãos Dadas (2001) a capa deste mesmo livro foi escolida para compor o "acervo goiano em cartões telefônicos" da Telegoiás; Antologia – Poesia em Doses – Fome Zero. Seu livro mais recente é Fertilidade - poesias - lançado pela R&F editora em novembro de 2009.
Poesias:
Gestos que almejei
No avanço das horas,
O pensamento retrata cada fragmento
E o silêncio macula....
No afã de acertar,
Erro...
Na ânsia de concertar,
Fico sem rumo...
Faço das atitudes
Uma demasia de incertezas...
E o pensamento divaga.
A madrugada avança,
O cigarro
(meu companheiro constante),
Sinaliza minha fragilidade.
Ele abriga as controvérsias,
E gestos que almejei...
Nas metáforas do querer,
Entrou em minha vida sem pedir licença,
Bateu à porta e não esperou a permissão para abrir...
Não permitiu que eu autorizasse
O momento dos meus desejos.
E meus pertences
Ainda estavam desalinhados...
Completamente fora do meu alcance...
Ausência da Cor
Nessa ausência,
Na inerência,
O tempo consome...
A ausência presente
A cada ida
E
Na volta,
O gosto amargo
Da palavra proferida.
Saúdo o tilintar
De uma promessa,
Bebo o sabor
Da defesa...
Ingiro um amor maluco
Em preto e branco
Na ausência da
Cor da sutileza...
Trago e guardo
O conteúdo sófrido
De um futuro incerto...
Nas Partículas
No silêncio dos meus gestos,
Na cálida mudez
Dos meus atos,
Me alinho.
Minhas mãos
Gesticulam no vazio da hora.
Meu olhar se perde
Na claridade amena,
Quase nula;
E busca resposta...
Pela sacada quase fechada
Noto que o sentimento também
Tranca cada fresta,
Cada partícula
Que teima em ficar...
Mas, para onde ir?
Como abrir esse casulo
Que agora transforma em silêncio???
Mudez no perfil,
Gestos que não justificam,
Palavras absorvidas
Pela metáfora
Dos dias que sei:
Estão contados...


