Nasceu em 23 de outubro de 1975 no município de Pedreiras no maranhão. Filho de Lauro lima  de Jesus e Maria Fernandes de Jesus, (ambos do Piauí) Veio residir ainda pequeno, no estado do Pará,começou escrever os primeiros poemas aos 16 anos de idade.
 

A natureza, sempre foi o seu lado poético, e morando em Moju se apaixonou pelo “Rio das cobras”, de leito sereno, dono de uma obscuridade profunda  inspiradora, no mundo da poesia mística. No município de Moju, todo o ano pelo mês de agosto, acontece a “feira de arte e cultura  de Moju”, e a abertura dá  com um poema para o município. E no ano de 1993 o poeta foi convidado, para participar com um  poema na feira de arte, mas na hora de se apresentar, a timidez não deixou e o  poeta se deu por vencido. Por um poema, que só, degradava o município, divulgada pelo Sr. Félix. Muitas pessoas, participaram com poemas, que na verdade, foram melhores do que o premiado, inclusive o jovem Wandilson, também apresentou o seu poema, “Menina das pernas cinzentas”. Ele foi bastante vaiado e aquilo contribuiu, para o poeta não participar, com medo das críticas, que poderia passar, em meio ao público.
 

Mas a noite passou, o povo foi embora, e o poeta, lamentou para o rio das cobras, e no dia seguinte, veio a publicar o seu poema no pequeno jornal do Eduardo Hélcias, (A Gazeta de Moju). Dali em diante tornou-se bastante conhecido naquele município. Muitas pessoas perguntavam ao redator do jornal, quem era o autor daquele poema? “ se havia sido aquele o premiado?”. O poeta só lamentou pois não sabia que o seu poema havia sido o melhor.
 

Depois passou a publicar seus poemas, no jornal destaque do jornalista Walber Salles. E sem esperar, um dia foi convidado por um jornalista de O Liberal de Belém do Pará, Edison Coelho a fim de que ele passasse a escrever crônicas para o jornal, mais bem sucedido da capital. Ele não aceitou. Um dia foi até a academia  de letras, levar a sua poesia afim de saber de qual gênero pertencia, e neste mesmo dia  foi convidado para um coquetel que seria dado  ao centenário do maestro Waldemar Henrique. Neste dia se fariam presentes, todos os membros da academia: João de Jesus Paes de Loureiro, Sebastião Goudinho, Benedito Nunes, entre juízes e outros.O poeta não compareceu, nem mesmo ao almoço na residência do acadêmico Alonso Rocha. Mas continuou escrevendo, suas obras, depois de residir no Pará e no Maranhão, hoje é cidadão guapoense, sua primeira obra a ser publicada “TEMPO” de poesias pela editora Kelps, de Goiânia ano 2010.
 

É ator e como escritor cultiva os seguintes gêneros: poesia, crônica, trova, conto, romance, história, dramaturgia e a novela. Leu e lê grandes autores da literatura brasileira.
 

Poesias:

Rosas,
Que te dei,
De presente,
Para serem;
“amada”.

Prosas,
Que direi,
Contente,
No sereno,
Da madrugada.
 

Orvalho


Entreguei-me aos sonhos e buscando,
 Tanto amor, que perdeu-se ao luar
Meu universo, tu foi rabiscando
Para a poesia chegar.

Quando a noite, se viu tão cansada
E as estrelas no céu a brilhar
O orvalho que vem pela madrugada
Mostrou-me aprendendo sonhar.

Ribeirão I


Se já fostes um rio,
“Hoje chamo de sonho!”
Resto de cinza mil
Filete d’água sem dono
Pedaço do meu Brasil.


Ribeirão II


Vaga tristeza na margem
Onde um dia “fora encantamento”.
Tem mais valor verdes pastagens,
Ao que nutre o firmamento,
Seguindo tua viagem.

Ribeirão III


Hoje em ti escorre...
Nativas e puras lembranças,
Se ninguém o socorre
A tua bacia é outra herança,
Onde sobrevive e morre.


Evidências


Não sou um Mário Quitana
Vinicius Drumonnd ou coisa assim
Bandeira Guimarães de fama
Amado, Azevedo, Andrade em fim.

Só quero fazer desta cidade
Aurora de amor, Aldagisa,
Cecília Meireles e Lisboa
Com cantos, amores e poetizas.

Condão


Ninguém arranca o condão
Que se faz presente na turba
Fazendo o assomar com razão
Sim que alguém veio cuidar
Na mais completa solidão animoso
Bebendo do vinho, que pode envenenar.