Nasceu na fazenda Nova Aurora, na época município de Jataí e distrito de Itarumã, GO, a 21 de julho de 1936. Filha de Domingos de Oliveira França e Simília Gouveia França. Fez seus estudos primários e secundários, quase todos em regime de internato, em Jataí-Goiás, no Ginásio e Escola Normal Nossa Senhora do Bom Conselho, das Irmãs Agostinianas. Licenciou-se e bacharelou-se em Letras Modernas Inglês-Português pela Universidade Federal de Goiás, onde fez também seu Curso de Pós-graduação em Letras e Linguística, tornando-se Mestre em Teoria da Literatura. Professora aposentada da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás, onde lecionou Língua Portuguesa, Teoria da Literatura e Literatura Brasileira nos cursos de graduação em Letras. Fundadora do Seminário de Literatura Goiana da UFG (hoje extinto), sempre lutou pela divulgação da literatura de seu Estado natal, produzindo ensaios para revistas acadêmicas e proferindo conferências sobre o tema, mesmo em universidades fora de Goiás, além de desenvolver coleções sobre o assunto, tal como é o caso de Lavra dos goiases e Hidrografia lírica de Goiás. Foi a primeira coordenadora dos Cadernos de Letras da UFG, veículo pioneiro a divulgar as produções das diversas áreas de pesquisa do então Departamento de Letras, onde sustentou a Série Literatura Goiana. Foi membro da comissão editorial e colaboradora da revista Signótica, do Pós-Graduação em Letras e Lingüística da UFG; membro da comissão Editorial e, depois, editora de Letras em Revista, do Departamento de Letras da UFG. Dedicou trinta anos de sua vida ao ensino, nos quatro níveis, e encerrou sua carreira no magistério superior ministrando Cursos de Teoria do Poema no Curso de Pós-graduação em Letras e Lingüística da UFG. A par de suas publicações em livros, que já somam duas dezenas, assina artigos de crítica literária em jornais e algumas revistas especializadas do país e do exterior.

Obra Crítica: Cora Coralina: celebração da volta. Organização em parceria com Goiandira Ortiz de Camargo. Goiânia: Cânone Editorial, 2006. Da Aurora de vidro ao sol noturno: estudo sobre a poesia de Fernando Py. Goiânia: Cânone Editorial, 2005. O redemoinho do lírico: estudos sobre a poesia de Gilberto Mendonça Teles, Prêmio Geraldo de Menezes de Ensaio, História e Crítica literária - 2007, da UBE – RJ. Petrópolis - RJ: Vozes, 2005. Cora Coralina (Coleção Melhores poemas). Seleção, apresentação crítica, biografia e bibliografia. São Paulo: Global, 2004. Lavra dos Goiases III - Leodegária de Jesus, Medalha Leodegária de Jesus, 2001, da UBE- RJ e Prêmio Colemar Natal e Silva de Crítica Literária, 2003, da Academia Goiana de Letras. Goiânia: Cânone Editorial, 2001. Lavra dos Goiases II - Afonso Félix de Sousa. Goiânia, Cânone Editorial, 2000. Léo Lynce: poesia quase completa. Coordenação editorial, prefácio e notas críticas. Goiânia: Editora da UFG, 1997. Lavra dos Goiases: Gilberto e Miguel, Prêmio Bolsa de Publicações Cora Coralina, 1996, da Fundação Cultural Pedro Ludovico. Goiânia: Fundação Cultural Pedro Ludovico, 1997. Hidrografia Lírica de Goiás I, Medalha Conceição Fagundes - 1996, e Prêmio Alejandro José Cabassa 1997 – Hors Concours de Ensaio Crítico-Literário, ambos da UBE, Rio de Janeiro. Goiânia: Editora da UFG, 1996. Antologia do conto goiano I - dos anos dez aos sessenta. Organização em parceria com Vera M. Tietzmann Silva. Goiânia: Editora da UFG, 1992. A obra poética de Afonso Félix de Sousa: dois estudos. Goiânia: Cegraf / UFG, 1991. Literatura contemporânea: o regresso às origens. Porto Alegre: Acadêmica, 1987. O poema do poema em Gilberto Mendonça Teles. Rio de Janeiro: Presença, 1984.

Obra Poética: Poemas de dor & ternura. Goiânia: Cânone Editorial, 2008. Ínvio lado, Prêmio Jorge de Lima, 2000, da Academia Carioca de Letras, RJ. Goiânia: Editora da UFG, 2000. (Prêmio Coleção Vertentes). Amaro mar, Prêmio Literário Nacional do Instituto Nacional do Livro - 1987 e Prêmio Especial para Autor Goiano, na I Bienal de Poesia Estância Itanhangá. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988. O risco das palavras. Finalista da I Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, 1982, inédito. Vôo cego, Prêmio Estadual Cora Coralina, 1981, da União Brasileira de Escritores, Goiás. Goiânia: Editora da UFG, 1980.

Obra Didática: Composição programada (volumes 1, 2 e 3). São Paulo: Editora do Brasil, 1970.  Detém, por seu trabalho intelectual, diplomas, medalhas e troféus.
 

Outros Links Relacionados a Darcy Denófrio:

 statos -  Canone  -Antonio Miranda/darcydenofrio 

 

Poesias:

Ínvio Lado

Há um lado da flor
que não penetramos:
talvez a reserva sitiada
onde guarda seu aroma.

Quase sempre esbarramos
em seus ferrões de defesa
e sangramos nossa dor
pela ponta dos espinhos.

E aí então paramos
e olhamos só por fora
a beleza que se entrega
com sua quota de reserva.

É do outro lado
  (do mistério)
que não alcançamos
que a flor explode
em toda sua grandeza.

É lá que se contorceu
e guardou a sua história
e sangrou as suas gotas
e a solidão que (sobre)carrega.

Quem olha uma flor
ou um ser desabrochado
vê um prisma (feio ou lindo)
jamais o seu lado
                          inviolado.  

 

Grito

De todos os gritos
o que mais dói
é o silenciado,
gritado pra dentro
do túnel, calado.

Grito acuado no desterro,
sem eco, sem ondas,
amarrado numa pedra
afogado no fundo do poço.

de todos os gritos
o mais triste
e o que mais dói,
é o não gritado.

 

Nosso Destino 

Nunca estamos completos.
vamos criando laços
e enredamos nossas vidas
em outras tantas –
nossos tecidos abstratos.

Não vivemos sem eles
eles vivem sem nós
cegos do amor
que lhes votamos.

Um dia a corrente se parte.
eles permanecem, ainda.
e nós empreendemos sozinhos
a viagem ao mar que não se finda.

 
 

Algumas Obras:

        

         

 

           

 

    

 

A Venda nas Melhores Livrarias