Nasceu em 19 de maio de 1939 na fazenda Catingueiro, muni-cípio de Pires do Rio - GO.  Filho de Orozimbo Gonçalves Meirelles e de Ibrantina Resende Mei-relles. Ficou órfão de pai aos seis anos de idade. Na fazenda que fora de seus genitores onde nasceu, foi vaqueiro e lavrador. Considera-se um autêntico sertanejo.

Com 15 anos mudou-se para a cidade. Matriculou-se no Instituto “Granbery" de Pires do Rio, onde completou o curso primário e cursou o ginásio. Autodidata, possui grande in-teresse pela literatura, geografia, história. Após o golpe de 1964 foi cassado e excluído das fileiras do Exército.

Deixou Brasília e foi residir, trabalhar e estudar em Goiânia. Como colega e convidado da poetisa Rosemary Costa Ramos, participou de alguns encontros do "Grupo de Escrito-res Novos (GEN)" - onde reuniam jovens idealistas quem se transformariam, mais tarde, na vanguarda intelectual goiana. Entre eles estavam Yêda Schmaltz, Miguel Jorge, Heleno Godoy, Maria Helena Chein.

Após concluir o curso de Contabilidade, iniciou o curso de Direito da Universidade Fe-deral de Goiás (UFG). Entretanto, face à repressão política de então, especialmente no meio estudantil, abandonou os estudos e, com uma carta do reitor Colemar Natal e Silva seguiu para o Rio de Janeiro.

Pretendia procurar exílio no Chile. Mas, aconselhado pelos juristas Sobral Pinto, Paulo Arguelles e outros, mudou seus planos, pois não era conhecido pela repressão do Estado da Guanabara. Com ajuda de amigos, se estabeleceu em terras cariocas e viveu semi-clandestino. Engajou-se na luta pelo restabelecimento do estado de direito no país. Parti-cipou de movimentos populares como: a "Marcha dos Cem Mil", "Campanha pela Anistia" e "Diretas Já".

Com a redemocratização do país e graças à Lei da Anistia de 1979, foi reintegrado nas fileiras do Exército na mesma graduação anterior. Retornou aos estudos regulares, conclu-iu o curso de Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Após 23 anos de luta na justiça, conseguiu promoções sucessivas de Terceiro Sargento até o posto de Capitão do Exército Brasileiro (Diário Oficial da União - 7 de maio de 2003).

É membro das seguintes entidades culturais:

Academia Carioca de Letras; Academia Guanabarina de Letras; Academia Luso-Brasileira de Letras; Academia Mageense de Letras – Membro Correspondente; Academia Piresina de Letras e Artes (APLA); Associação Brasileira de Imprensa (ABI) - Rio, RJ; Associação Profissional de Poetas no Estado do RJ; Casa do Poeta do Rio de Janeiro; Instituto Brasi-leiro das Culturas Internacionais - Membro Honorário; PEN Clube do Brasil; Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro (*); Sociedade dos Poetas Cariocas; Sociedade Eça de Queirós – RJ; União Brasileira de Escritores – Seção de Goiás; União Brasileira de Escritores – UBE RJ (**). International Writers and Artists Association (IWA).

(*) Presidente do Sindicato no período de 2.001/2004.
(**) Presidente da UBE RJ, eleito para o período 2007/2009 e reeleito para 2009/2011. 

Possui as seguintes obras publicadas:


1 - Poemas Contaminados. Rio de Janeiro, Litteris, 1993.(... "Um desafio para o poeta que não quer apenas passar pelos acontecimentos, quando ele pára, olha, vê, passa a interferir na história, e cria a fábula. Você, poeta, con-seguiu passar sua dor com um grito de poeta inconformado com a violência".
Emil de Castro - Poeta e Prosador - Carta datada de 25/05/93).

2 – O velho Januário. Rio de Janeiro, ZMF Editora, 1994.(..."Você soube reproduzir literalmente a fala roceira sem cair no intolerável caipirismo dos regionalistas de antigamente. Isso quer dizer que você é escritor, e lhe desejo boas-vindas a essa comunidade sofrida." José J. Veiga - Diário da Manhã, Goiânia, Go. 30.08.94.)

3 - Madeira de dar em doido. Rio de Janeiro, ZMF, 1996. (“O poema chega ao seu clímax quando os pais de Quinzote participam no assentamento no Vale do Paraíso. Mas lá sujou. Os fazendeiros não gostam da idéia e mandam os jagunços... este livro é um Germinal bem brasileiro.”  – Leo Barrow – Professor of Spanish and Portuguese University of Arizo-na – Tucson, Arizona. Tribuna do Escritor – Ano I, Nº 4 – Rio de Janeiro, RJ).

4 – Poemas Telúricos - Editora do Autor, Rio, RJ. 2003.("Os versos do Edir Meirelles “são como flechas dirigidas a dois alvos que, no fundo, podemos reduzir a um só, pois o amor e o conhecimento do mundo se confundem na mesma e buscada meta que define a trajetória de todo ser humano” Reynaldo Valinho Alvarez – Poeta - In Prefácio)

5 – O feiticeiro da Vila - (Romance). Editora Universitária, Lisboa, Portugal – 2006.( “O livro de Edir Meirelles percorre os caminhos da presença negra no Brasil, a força de sua cultura, a beleza de sua música, a variedade espantosa de sua passagem por to-dos os escaninhos da inventividade”. Antonio Olinto – da Academia Brasileira de Letras).

6 - Gigantes da literatura e outros valores – No prelo, a ser editado brevemente.

Verbete nas seguintes obras:

Enciclopédia da Literatura Brasileira Contemporânea - Vol. 5 (Reis de Souza); Enciclopé-dia de Literatura Brasileira – Afrânio Coutinho – Global Editora – 2001. Piresinos Ilustres - Escritores -  Iranilda Divina Resende Paes. Editora Kelps - 1998; Dicionário do Escritor Goiano - José Mendonça Teles - Edições Consorciadas UBE-GO; Registre-se ainda o belíssimo poema de Stella Leonardos, em homenagem a Edir Meirel-les, sob o título de O velho Januário, in Feitio de Goiás, Editora UFG - Goiânia, GO - 1996. Em Salvador, na Bahia, conheceu Rachel Cecchin, da terra de Érico Veríssimo e Má-rio Quintana. Goiano e gaúcha se apaixonam. Casam-se em Caxias do Sul, RS. Tiveram dois filhos cariocas - Maíra e Mauro. A primogênita é advogada e o caçula, geógrafo, poli-glota e poeta bissexto. Edir Meirelles é um sonhador, como são os poetas. Luta contra os moinhos de ventos, a exploração internacional e o neocolonialismo. Defende a independência econômica e cultural do país. Foi batalhador incansável pela unificação ortográfica da Língua Portuguesa, integra-ção cultural dos países da lusofonia e reconhecimento como idioma oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).