Nasceu em Orizona (GO). É casado com Indiara e pai de Sofia e Ester Viena. É Exegeta Bíblico. Escreve no universo da Hermenêutica Bíblica. Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1970). Especialização em Sociologia pela mesma Universidade (1970). Graduação em Teologia pela Faculdade N S da Assunção de S. Paulo(1974). Mestrado em Teologia - Pontifizia Universita Gregoriana (PUG)-(1986), com a dissertação: " a liturgia da vida em Rm 8,9-11" orientada por Dr. Ugo Vani. Mestrado em CIËNCIAS BIBLICAS - PONTIFIZIO ISTITUTO BIBLICO(PIB)-(1985) com a dissertaçao: "eleuteria em Gl 5,1" com orientação também de Dr. Ugo Vani.  Doutorado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2001) com a tese: "A Abertura de Fronteiras Rumo à Igualdade e Liberdade: a perícope da unidade em Cristo (Gl 3,26-28)".

Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (Mestrado e Doutorado) e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás na área de Teologia Bíblica. Atua no campo dos Métodos de Literatura Sagrada e Hermenêutica Bíblica do Novo Testamento, bem como Literatura Paulina, Evangelhos e Apocalíptica.

Publicações:

Autor de quarenta e um artigos em revistas especializadas; autor de onze capítulos em obras de vários autores. Autorias próprias: Os Cinco Sermões de Mateus. Goiânia: Helga, 1986; Primeira Epístola aos Tessalonicenses. Petrópolis: Ed. Vozes, 1992; Gálatas, a Epístola da Abertura de Fronteiras. Ed. Loyola, 2005; Paulo, Jesus e os Marginalizados. Goiânia: Ed. da PUC, 2009 e 2ª Ed. (2011); Paulo Missionário (co-autoria). Belo Horizonte: O Lutador, 2009; Jesus nos Inícios do Cristianismo. Goiânia: Ed. da PUC, 2012.

Recebeu o "Mérito Editorial" da PUC-GO. É editor da "Revista Caminhos" do Programa de Ciências da Religião. Coordenador e editor da "Revista Estudos Bíblicos" secção Centro-Oeste. É consultor ad hoc da PUC/GO. Consultor da CAPES. É assessor do CEBI, assessor bíblico da Arquidiocese de Goiânia, membro do Conselho Consultivo e parecerista da Revista "Interações" de Ciências da Religião da F. C. de Uberlândia e membro da União Brasileira de Escritores estando a sua biografia contada em dois livros de José Mendonça Teles sobre os Escritores Goianos.

                               
Ensaio:

Paulo, Jesus e os Marginalizados

          

O que aparece ou transparece no texto bíblico? Tem tensões? Quais? O texto deixa transparecer qual era a vida econômica daquele momento? Existe algum “meio de produção” explícito no texto? Qual é o “modo de produção” da sociedade do tempo deste texto? Aparece aí a dinâmica da política da época? Quem governa e para quem? O contexto político reflete uma situação provinciana ou de algum grande império?  

Quais as contradições sociais que são evidentes no texto? É preciso procurar ver, através do texto, o dinamismo da sociedade e da vida do povo que está por trás dele, e que nele transparece. É necessário aqui olhar a sociedade não tanto como unidade estrutural estável, mas como estrutura em tensão. A sociedade está, na realidade, composta por uma pluralidade de grupos, cada um dos quais tende a conseguir seus próprios objetivos, protegendo os interesses específicos de seus membros. Então, é importante procurar personagens e pessoas que representam grupos.

Aí se detecta o “lugar social” das pessoas e dos grupos. Na leitura conflitual o grupo social passou a ser concebido como um equilíbrio de forças e não mais como relação harmônica entre órgãos, como na leitura funcionalista. Aliás, que grupos existem e de que lados estão? Existem conflitos e defesa de grupos na organização de formas mais complexas de vida social? Lembremos que os conflitos refletem as lutas dos grupos ou de pessoas. Por isso, é preciso detectar o surgimento de classes sociais, o relacionamento global entre as pessoas ou grupos envolvidos num determinado “modo de produção” econômica e, a partir daí, analisar as contradições, tensões e conflitos que se manifestam diante das explorações de um grupo pelo outro.      

Há algum dado que deixa perceber qual era a cultura da época? É possível ouvir a voz dos dominados neste texto. O que eles têm a dizer? Há alguma crítica à tradição ou a alguma instituição opressora?          

O texto deixa claro se há alguma repressão (militar, policial, machista (patriarcal),  jurídica, religiosa)?         

Quais as forças ideológicas que se manifestam no texto? Quais interesses são defendidos e com que ardor? Existe, veladamente ou não, alguma propaganda a serviço de alguém ou de algum governante? Alguma pessoa, governante ou estrutura é absolutizada (divinizada)?       

Como é a compreensão da Palavra de Deus diante do movimento econômico, social, jurídico, político, cultural, ideológico ou religioso que dinamiza o texto? Como a experiência de vida comunitária e de fé é descrita neste texto? Como que, no meio deste dinamismo, as comunidades conseguiam enxergar o Deus da Vida que trazia algo novo para elas? Como que, no meio das contradições, as comunidades tinham força para apresentar o projeto do Deus Vivo?