Aos 15 Anos, José Elias Fernandes tomou a decisão mais arrojada de sua vida:  abandonou o cabo da enxada, no sítio onde vivia com os pais e irmãos, em Guapó, para vir, sozinho, estudar em Goiânia.  Trabalhou  em bares, depois  de vendedor, até  conquistar a função de revisor de jornal. Logo chegou a repórter e redator,  com atuação nos principais jornais e emissoras  da época.
       
Idealista da  política, conseguiu crescer,  enquanto atuou na oposição,  embora com prisões e outras restrições.  Quando seu partido assumiu o Governo, não  tolerou conviver com as concessões, que o poder exigia e acabou alijado. José Elias representa um dos raros casos,  no País, de alguém que, depois de se eleger vereador, presidente da Câmara da Capital e duas vezes deputado,  ter de prestar   concurso para  obter   um cargo. Tornou-se delegado de polícia, porém aposentou-se ainda no início da carreira.
           
Disciplinado, começa o dia com alguma atividade física (atualmente, a natação) e  não descuida da leitura. Ano passado, publicou  “Crônicas de um Mercador de Diamantes”, além deste “Crônicas do Fim do Milênio” já  prepara  “Crônicas do  Alvorecer  do Milênio”.