Nasceu em Alto Rio Doce, MG, no dia 18 de março de 1946. Mestre em Letras pela Universidade de Santa Catarina e doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor Universitário lecionou Literatura Brasileira e Teoria da Literatura na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Aposentou-se como professor titular de Literatura Brasileira da Universidade Federal de Goiás. Membro da União Brasileira de Escritores-Seção Goiás, Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Associação Goiana de Imprensa, Associação Brasileira de Literatura Comparada, American Portugueses Studies Association. Foi presidente da Academia Goiana de Letras. Recebeu os prêmios Silvio Romero, da Academia Brasileira de Letras e do Instituto Nacional do Livro, pela publicação do livro “O Existencialismo na Ficção Brasileira”. Com a obra “Dimensões da Literatura Goiana” recebeu o prêmio Bolsa de Publicações José Décio Filho em 1992. Em 2007 foi premiado na Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos com a obra “Pontilhando”.
 

Obras:  A Polifonia do Verso; O Poeta da Linguagem; O Poeta do Pantanal; O Existencialismo na Ficção Brasileira; A Loucura da Palavra; Dimensões da Literatura Goiana; O Poema Visual; Técnicas de Estudo e Pesquisa; Assombramento; Cicatrizes para Afagos; O Selo do Poeta; Água Mole.

 

Poesias:


Rascunho

A Afonso Feliciano,
memória da humildade.

Não quero passar a vida a limpo.
Preciso ser sempre rascunho,
sempre início, vir-a-ser.

Nada de ser definitivo.
Quero apenas ser passagem.
Passagem para mim mesmo,
para meu eterno rascunho.

 

Poética

A Aninha e Sérgio

O bisturi secciona a pele das palavras,
abre as suas artérias, conota-lhes sentidos
e lhes imprime a circularidade dos sisos
na alquimia mais li(n) das palavras.

O coração da palavra poética palpita
verdades nuas nas veias do poema;
cruas verdades sendo e acontecendo
nas longitudes limosas dos versos:

a arte poética — a latitude do ser:
encontra-lhe a morada e os mistérios —
é descobrir os ardis e os logros da linguagem.

Poesia é a sístole e a diástole da palavra
sangrando verdades plurais, com seu fundo
escuro de silêncio e inutensílio.