Graduada em Pedagogia e em Educação Artística pela Universidade Católica de Goiás; pós graduada em Psicopedagogia. Completei 50 anos de magistério e trabalho sócio-educativo. Conheci a sala de aula de escolas pobres, e escolas de classe A . Ensinei para crianças de seis anos, na pré escola, para crianças  da primeira fase, da segunda, para adolescentes e jovens de segundo grau. Trabalhei com universitários e professores já em curso de carreira. Busquei todos os livros que pude e alguns cursos na medida de minhas dificuldades.
 

Trabalhei  com clientelas e corpos docentes diferentes, ora no magistério, ora na Coordenação, em três Estados : Minas, São Paulo e Goiás.  Trabalhei com comunidades, famílias, meninos de rua e agora estou me dedicando às Casas de Cultura de Goiânia. Compus  a equipe de professores do Centro de formação de profissionais da Educação da Prefeitura Municipal de Goiânia onde  trabalhei com: intervenção psicopedagógica aos professores com dificuldade de manejo de sala de aula, formação continuada para alfabetizadores, estudo de caso de alunos em dificuldade, formação continuada a coordenadores através de uma reflexão baseada em pesquisa orientada, formação continuada do grupo diretivo das unidades escolares, assessoria às escolas,coordenação de grupos de estudo, produção de textos e material informatizado para cursos. Sinto o dever de contribuir com a educação passando para os professores jovens o que aprendi entre erros e acertos.

Além de cursos e palestras em diversas escolas dediquei-me a pesquisar em campo as alternativas para as dificuldades anunciadas pelos professores com os quais trabalho.A oportunidade que tive de ministrar Ação Psicopedagógica no Curso de Pedagogia da UCG e da UEG me foi uma excelente oportunidade de sistematizar o que havia sido pesquisado.  Trabalhei também com comunidades, famílias, meninos de rua. De meu trabalho com o resgate cultural de comunidades surgiu o Livro “A Filha do sol”, literatura infanto juvenil que trata do problema do índio brasileiro e a devastação do meio ambiente.

Meu trabalho de resgate e democratização cultural se iniciou em 1980 como Coordenadora de projetos Especiais do MOBRAL, onde entendi que profissionalizar é preciso, mas não basta para se dignificar um povo. Montei vários cursos de artesanato nas periferias de Contagem que culminaram na feira de Artesanato de Contagem. Como diretora social da Associação de meu bairro, montei grupos de dança, teatro de bairro, cursos de artes plásticas, o que provocou o convite da Prefeitura para estender o trabalho a toda Contagem pela Secretaria de Cultura. Desenvolvi por esta ocasião três projetos: “Arrastão”, um projeto de carnaval que conseguiu envolver o grupo empresarial no patrocínio total, às escolas de samba e todos os bairros numa seqüência de eventos carnavalescos com a duração de um mês e que teve o seu encerramento num desfile comparável aos de São João del Rey e Ouro Preto.

O segundo Projeto realizado foi o “Ano Verde” onde se promoveu o plantio de árvores ornamentais nas periferias e favelas e dois grandes concursos, “jardins residenciais” e “Janela florida”. O terceiro Projeto foi a implantação do Centro cultural, também com o envolvimento de setenta bairros. Trazendo para Goiânia o Projeto “Centro Cultural” que aqui recebendo as modificações acabou se parecendo com o primeiro, e se intitulou “Feira da Terra”. Venho trabalhando a família goianiense no enfoque cultural desde 1989, utilizando para isso o espaço escola e a Igreja Católica com o Projeto que teve a duração de seis meses:“Pensando e agora, na Secretaria de Cultura, trabalho com casas de cultura, Pontos de cultura, Projeto cidadão leitor criado por mim nos Mutirões onde tenho contado como parceiros a editora Paulus e a Universidade Federal.

Entre prontos e encaminhados tenho alguns trabalhos:

Ação psicopedagógica na sala de aula; Brincando de Ler; Reagrupamento; O teatro como recurso didático no tratamento da indisciplina; Arte no Ciclo I; A Filha do sol (literatura infanto juvenil que trata do problema do índio brasileiro e a devastação do meio ambiente); Flor Cinzenta (literatura infanto juvenil que trata da construção do pensamento lógico, da autonomia moral e força de vida do menino de rua); Lanço agora no Pojeto “Goiânia em prosa e verso” da secretaria de cultura um livro infantil – A festa do Pica Pau (fala sobre os desasntres atuais no meio ambiente).

Contato:

E-mail marcfe@terra.com.br

Poesia:

Será que vale a pena? - por Márcia Ferreira
 
Será que vale a pena,
amar os semelhantes,
doar-lhes cada instante,
sem reclamar,
sem se vangloriar,
em luta insana,
em conquista de dor,
em sorriso perene,
em heróico amor?
 
Será que vale a pena,
a conscientização,
panfleto e pixação,
gastar compreensão?
Será?
Chorar sem demonstrar,
gritar sem ecoar
já não saber sorrir e sorrir
para apagar, a mais profunda dor
com um heróico e desinteressado amor?
 
Lutar,
Sofrer,
Amar,
Calar...
Gritar!...
Compreender...
Pra que?
Pensar problemas,...nunca resolvê-los,...
Realizar?...
o que?...
Um pouco de justiça?
Como?
Ensinar?...
O que?...
Vale a pena?
 
Vale tanto quanto a evolução,
o sorriso de uma vida que se tornou feliz,
o brilho de um olhar que conseguiu amar, confiar,
a lágrima bendita de um outro herói,
que se formou no rasgo
do nosso coração!
 
                       
A este grupo maravilhoso, que é chamado Ponto Casa de cultura, que soube se constituir grupo porque formado de GENTE que soube permitir a cada um, ser, eu agradeço a luz, o calor, a amizade que vindo de vocês,  me abraçou e me fez ALGUÉM.