Nasceu em Araguari-MG, no dia 2 de maio de 1950 e reside em Goiânia desde 1960. É artista Plástica e pesquisadora na área de Genealogia, publicou um livro de poesias ilustradas. Em 1973 graduou-se em Artes Visuais, especialização em Pintura, pela Universidade Federal de Goiás, onde também cursou Licenciatura em Desenho e Plástica, Piano e Licenciatura em Música. Outros cursos: Desenho de Propaganda, no Senac; Cultura e Arte Italiana, no Centro de Estudos Italianos de Goiânia, além dos cursos de extensão universitária, realizados em Festivais de Inverno em Belo Horizonte e Ouro Preto-MG e Festivais de Música e Arte de Goiás, da UFG.
Foi professora de Música e Artes Plásticas no Sunshine Atelier e no Sesc-Goiânia. Membro de júri em festivais e concursos de Arte. Como animadora cultural, idealizou e coordenou eventos, de 1976 a 1984, para o Departamento Municipal de Cultura, Aliança Francesa e outras instituições. Coordenou, em Goiânia, a Semana do Realismo Fantástico, promoção da Revista Planeta e grupo ÊXIT de Niterói-RJ. Por três anos assinou a página ConTexto geral, no Jornal Opinião.
Foi diretora da Sala de Exposições do Palácio da Cultura de Goiânia e das Galerias de Arte da Fundação Cultural de Goiás (atual AGEPEL); membro do Conselho Diretor do Museu de Arte de Goiânia; membro do Movimento Nacional Arte e Pensamento Ecológico e membro fundador da ONG Samaúma-fauna e flora.
Com um vasto currículo e premiações, participou de mais de duas centenas de Exposições Coletivas no Brasil e Exterior, Salões Nacionais e Regionais de Arte, além de Exposições Individuais.
Em 1996 publicou o livro de poesias ilustradas "Lado Alado", lançado na XIV Bienal Internacional do Livro em São Paulo-SP e posteriormente em Goiânia, Brasília e Boston. A 2ª edição foi lançada em 2001, na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Participação em antologias e dicionários: Antologia Literária Internacional Del´Secchi, Vol. VI, VIII e IX, Vassouras-RJ; Antologia Poesía de Brasil, em espanhol, lançada em Havana-Cuba na IX Feira Internacional do Livro de Cuba e no México, durante o "I Encuentro de Literatura e Artes Plásticas"; Antologia "Poésie de Brésil",em francês, lançada em Montreal-Canadá durante o "I Colóquio sobre Literatura Latino Americana"; Poesia Brasil 2000, de SSR editor, Porto Alegre-RS; Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa; Dicionário de Mulheres, de Hilda Hübner, Porto Alegre-RS; Dossiê de Goiás 1998, de Antônio Moreira da Silva; Cadastro Nacional de Cultura, de SSR Editor, Porto Alegre-RS; Goiás, Meio Século de Poesia, de Gabriel Nascente; Literatura Goiana: Síntese Histórica, de Geraldo Coelho Vaz; Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras, de Nelly Novaes Coelho; Poesia Brasileira, de Yvan Avena-França; Dicionário do Escritor Goiano 2006, de José Mendonça Teles; Da caverna ao Museu: Dicionário das Artes Plásticas em Goiás, de Amaury Menezes; Artes Plásticas no Centro-Oeste, de Aline Figueiredo; Artes Pásticas Brasil 97, de Júlio Louzada, São Paulo-SP.
Participação em noites de autógrafos e exposição de poemas cartazes no II Fórum de Cultura de Goiânia; I Festival do Livro de Goiás; Semana da Mulher; XV Feira do Livro e III Feira Internacional de Cultura de Brasília-DF; Festival do Livro de Florianópolis-SC; VI Senart, AABB; participação nos projetos de Lêda Selma: “Poesia em doses” e “Poesia dos 500 anos”.
Poesias:
A Poesia
Em clerical silêncio,
Vênus, sob véus,
desvela-se
ou, em Esfinge
impenetrável,
se disfarça.
Descobri-la assim
na pressa
ou na raça
desnudá-la,
sem oração,
in/vocação,
penitência
e hábito:
um sacrilégio
inútil.
Apocalíptico
Nas frias ruas
de asfalto, passo.
A pressa_ a seta.
O sinal_ o carro.
A hora_ acerta.
O medo do assalto.
Há lâmina e corte,
um rosto, um grito,
há sangue no asfalto.
Nas frias ruas...
_ Por onde passo?
Nas frias ruas
espectros de gente
e cérebros radiativos
brotam desarvorados da terra
e se agigantam
engolindo meus passos.
No Espelho
O hábito da máscara
na face, esculpiu marcas
no substrato
(sub) traindo
(en) cantos
(in) ternos.
O apelo da imagem
(in) contida
_ o avesso
no espelho embaçado
nada reflete
senão uma sombra:
armação frágil
de espuma e pedra.
Invasor
Fustigante, farto,
invadiu o quarto,
acordou-me o sol,
porta-voz de abril.
Abriu cortinas,
vasculhou a casa,
vestiu-me de luz
e saiu.
Transmutação
Basta o tempo esquecido
luzindo pisos, panelas.
Jogo tudo pela janela:
vassouras, panos de prato.
Quero fazer teu retrato
usando pó de café.
No canto frio da pia,
restam cebolas partidas.
Não me farão falta alguma
no somatório de cores
(nem preciso de sabores).
Mudo a ordem dos valores
na desordem da bagagem.
Dos copos faço cinzeiros,
nos pratos misturo tintas.
Maisena, sal e anilinas:
reservo a modelagem.
E lá vou eu transmudada,
mais ousada, mais menina,
despida de malogros,
(d) esperta a longos vôos.
Na estrada, colhendo cores.
Pintando novos caminhos.
(E)Feito Cachaça
Se dói no peito
um frio vazio,
se a boca de estômago
reclama fundo
o fastio,
reaqueço sonhos,
descongelo tortas
de sentimentos doces
e no co(r)po do poema
me embriago
_ em altas doses
de emoção
a(gua)rdente.


