Nasceu no município de Morrinhos-GO, em 19 de junho de (1934 - 2012). É militar reformado da Força Aérea Brasileira, onde serviu por mais de trinta anos. Licenciado em Letras: Português/Espanhol e Literaturas afins, pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande, Rio de Janeiro-RJ. Exerceu o magistério no Colégio Rio da Prata, em Bangu – Rio de Janeiro; na Sociedade Educacional COMPACTO – Brasília; na Fundação Educacional do Distrito Federal – Brasília. É filiado à União Brasileira de Escritores-Seção Goiás e à Associação Goiana de Imprensa. Redator Chefe do jornal maçônico “Liberdade e União”. Membro da Academia Morrinhense de Letras. Verbete de alguns dicionários e antologias. Vários trabalhos publicados em jornais e revistas. Participou com sucesso de diversos concursos literários. Rui Gonçaves Dias faleceu no dia 23 de janeiro de 2012.
 
Obras:

Anoitecendo – Thesauros, Brasília-DF – poesia, 1988.
Quando Voam as Borboletas – Kelps, Goiânia-GO – poesia, 1996.
A Caçamba de Prata – Kelps, Goiânia-GO – contos & crônicas, 1999.
Náufragos – Kelps, Goiânia-GO – poesia, 2000.
Estrela Cadente – Kelps, Goiânia-GO – contos, 2003.
 
Poetas Brasileiros de Hoje, 1985 – Shogum Arte, Rio de Janeiro-RJ (Antologia, participação) – poesia, 1985.

Antologia/Concurso de Contos Professor Venerando de Freitas Borges – (participação) Kelps, Goiânia-GO – contos, 1997.
Antologia III Concurso de Contos  Professor Venerando de Freitas Borges – (participação) Kelps, Goiânia-GO – contos, 1998.

 Poesia:

Certa Noite No Araguaia
                           

Lembro-me ainda, era madrugada.
Chovia estrelas nas águas do rio.
A meus ouvidos não dizia nada,
Aquele alegre e doce vozerio...

Ali fiquei estático, absorto,
A desfiar todas as minhas mágoas.
Certifiquei-me – não estava morto. –
Ouvia apenas murmurar as águas...

Lépido espelho refletindo a luz,
Como quem colhe, passa e não conduz.
Eu quis ouvir e quis entendê-las.

Confuso som, talvez de um atabaque.
Pois só quem ama, dizia Bilac,
Pode ouvir e entender estrelas...

(da obra: Quando Voam as Borboletas – Kelps, 1999)


Flor Sem Nome
 
Você, florzinha
que vive enfeitando o campo,
que namora o pirilampo
e que o poeta esqueceu.
Você, florzinha
que cresce junto ao capim,
que nunca viu um jardim
senão o que Deus lhe deu.
Você, florzinha
adormecida ao relento,
embalada pelo vento
que varre toda a campina.
Você, florzinha
esquece a dor que a consome
só porque é flor sem nome,
mas é linda e é divina!
Você, florzinha
que na manhã orvalhada
perfuma a beira da estrada
por onde passa o meu bem...
Você, florzinha
procure imitar a rosa:
seja imponente e vaidosa,
pois você é flor também!

(da obra:ANOITECENDO – Thesaurus, 1988)