Vivendo em um castelo encontrado em um vale nas montanhas, hora geladas, hora tempo tão agradável que dava gosto viver, apesar de que tudo ali era tão bom que se esperava pela neve com  ansiedade.

Esta era a vida de um grupo de amigos que chegou ali no inverno para passar uns quinze dias de suas tão esperadas férias. Em um acampamento na beira de um córrego que passava a alguns quilômetros dali, chegaram acamparam.  E logo começaram a passear nas redondezas.  Mal começaram a andar e Nicolás avistou a ponta de uma torre. Mostrou aos amigos, os quais além se encantarem mal acreditavam no que viam. Conversaram e decidiram ir até lá para ver aquela torre de perto.  Lá chegaram e viram que além de sua beleza milenar, era encantador pela sobriedade, pelo luxo e calma ali existente.

     Perceberam também que estava abandonado há muito tempo; Entraram e lentamente foram fazendo o reconhecimento do lugar, e as novidades por ali, não eram poucas, além de muito luxo também encontrara fortuna em dinheiro, ouro e peças que valiam fortunas.  Assim eles foram tomando gosto por tudo, e não se sabe como! Mas parece que quanto mais se gastava, mais se tinha, Nicolás se ocupará de ir à cidade todo mês para fazer as compras, só que tinham tanto medo de gastar aquele dinheiro que só comprava o extremamente necessário para se viver.  

      E assim foram vivendo naquele lugar sem não mais pensar  em sair dali, o motivo não entendiam. Foram vivendo um dia após o outro e como cada dia era uma novidade foram ficando, não se sabe se por opção ou até mesmo pelo prazer, prazer de poder viver naquele castelo, que realmente era um sonho, sonho de tudo. Do castelo, das montanhas, do clima serrano e da paz encontrada na maneira simples e bela de viver.

Líbia, por ser a moça mais velha e mais audaciosa assumiu logo a administração do grupo, era um grupo de oito pessoas, sendo quatro homens e quatro mulheres, apesar de se formarem  casais não os eram, eram apenas bons amigos.

Naquele castelo a amizade deles se fortaleceu de uma maneira até mesmo incompreendida, Líbia  procurou organizar as tarefas entre eles e todos as cumpriam com alegrias, João Carlos, Nicolás, Henrique, Fabian, Paty, Janine, Clara e Líbia. Este era o grupo que em pouco tempo tomara gosto por aquele lugar,  até parecia que eles tinham sidos hipnotizados pelo belo castelo.  Afinal aqueles jovens deixaram tudo em suas vidas, inclusive os grandes amores e a família.  Mesmo quando eles iam à cidade para fazer suas compras jamais visitavam suas famílias, talvez por medo de serem retidos, e não mais pudessem voltar ao castelo, e nisto eles nem poderiam pensar. Eram totalmente envolvidos pelos mistérios do castelo. Só para se ter uma idéia, do tamanho dos mistérios, no castelos não tinha televisão,  computador, rádio e nem telefone, diversão lá era só ficar olhando os luxuosos quadros, lendo um dos muitos livros ali existentes ou curtindo a beleza da natureza que rodeava o castelo. 

Também tinha a pescaria que além de trazer comida para á mesa, também era uma grande diversão para eles. Por isto todas as tardes o grupo ia pescar, e cada dia em um lugar diferente do córrego, isto para conhecerem o rio e saberem qual seria os melhores pontos para irem pescar. E nas manhãs era sempre a vez de conhecerem os campos das redondezas e assim faziam sua caminhada matinal, só voltando no horário de preparar o almoço, após a refeição faziam  as tarefas domesticas e iam descansar, cada um ao seu modo, uns lendo, outros jogando dominó mas quase todos e quase sempre iam mesmo era dormir; nas redes debaixo das árvores ou em um dos luxuosos aposentos daquele belo castelo.

Só despertavam novamente para a vida por voltas das dezesseis horas, e sempre pelo cheiro do cafezinho que a jovem Clara fazia e sempre servia aos amigos com uma torrada ou um pãozinho de queijo quente, esta era uma de suas especialidades prediletas, fazer biscoitos, chás e café. Assim o tempo foi passando e sem que fosse percebido por nem um deles, afinal em tempo ali ninguém tinha tempo de pensar; seus dias eram cheios de regras a serem cumpridas e todas e o compromisso com a paz e a felicidade era a maior meta de cada dia que amanhecia, e enfim eram férias permanentes.

Até que um dia! Acordaram com o barulho de avião, e o barulho era tão próximo que nem tempo de pensar que estavam em uma casa alheia, tiveram, só tiveram o intuito de que qualquer pessoa teria, foram saindo rápido, calados e assustados para ver o que estava acontecendo! Uns fora pra janela, outros correndo e abrindo portas e assim todos foram ver o avião. Era uma pequena aeronave e dela desceu um belo casal de jovens, bonitos e bem vestidos, e todos foram visto imediatamente e sem ter nem mesmo como correrem, tiveram que se apresentarem para o casal. Era um casal de ingleses, e ele o filho do proprietário, que apesar de deixarem aquele castelo quase sempre abandonado, era a paixão da família de lordes, uma família pertencente à família real. Mantinham aquele belo castelo por ser em um lugar tranquilo, bonito e seguro, e sempre que queriam paz era para o castelo que iam. Por isto aquele dia se tornou estranho para todos, de um lado os jovens que ali viviam tranquilos e nem cogitavam a idéia, de que pudesse aparecer alguém ali para reclamar algum direito a aquela propriedade. Do outro lado os proprietários que se assustaram ao ver o castelo cheio de pessoas estranhas, se assustaram tanto que por uns minutos ficaram totalmente sem atitude, o que não demorou muito a tomarem, o casal se olhou, e a jovem foi a primeira a falar; pediu a ao esposo que mantivesse a calma, ele á respondeu dizendo: tenha calma meu amor,_ eu terei calma, mas eles são invasores, pois não emprestamos o castelo a ninguém, e como o pensamento é mais rápido do que as ações, mesmo antes de perguntar aos jovens o que faziam ali, e como chegarão? Já foram suspeitando de dona Duda e do senhor Jacó, estes eram o casal que trabalhava no castelo quando vinha alguém passar férias ou mesmo um simples final de semana. E por isto eles logo tirariam tudo a limpo. Pois o sinal de suas chegadas para o casal saberem de e se dirigirem ao castelo já havia sido dado, o sinal era a duas voltas com avião bem perto de sua casa, e com isto eles arrumavam suas coisas e seguiam para um campo de futebol bem na saída da cidade e lá eles os pegavam e levavam ao castelo, isto devido a distancia e ao acesso ao castelo, que era bem complicado, mas tudo isto foi feito exatamente como era para ser; Charmoso, discreto, ser um lugar de paz, sossego e acima de tudo deixar o clima de mistério, e tudo isto foi conseguido por muitos e muitos anos, porém com a presença daqueles jovens tudo estava prestes a mudar, e isto não estava nos planos, mas já estavam tempos demais ali parados e sem saberem o que fazer. 

Após um longo tempo ali parados e pensando, decidiram ir buscar dona Duda e o senhor Jacó, assim entraram no avião sem falar nada com os jovens. Assim tudo se esclarecia e também eles teriam mais pessoas com eles pra tomarem qualquer decisão. Ao chegar no local combinado, lá estava o casal de funcionários, que como sempre os esperavam sorridentes. O casal desceu do avião, o que não era de costume, assim deixando o casal um pouco preocupado. Mas sem entender nada foram caminhando rumo ao casal de patrões_ eles já foram perguntando a dona Duda; Duda quem são aquelas pessoas que estão em nosso castelo? Ela toda assustada responde: Que isto Chefe, a última vez que estive lá foi quando seus pais vieram, e já esta com quase cinco anos, você sabe disto. O jovem respondeu: Mas Duda o castelo esta cheio de gente, eles decidem ir até lá para ver e esclarecer o que estava acontecendo.  Mas quando lá chegaram dona Duda quase desmaiou de susto ao ver os jovens, pois eles haviam desaparecidos da cidade já fazia um bom tempo. E com desaparecimento deles não ouve uma só pessoa que não colaborou com as buscas, inclusive ela.

Naquele momento os sentimentos de Duda se misturaram, entre  felicidade e raiva, feliz por ter encontrado aqueles jovens aos quais ela fez tantas orações e com raiva por lembrar-se de tantas lagrimas que ela viu rolar nos rostos de suas mães.

Mas dona Duda não se hesitou e já foi pedindo aos Jovens que fossem embora imediatamente, pediu que fosse procurar os retalhos que sobrou de suas famílias e que fossem pedir perdão pelo que fizeram, mas líbia começou a chorar e assim todos seguiram com choros desesperados! Implorando para que não os expulsassem dali, pois não teriam coragem para voltar a aquela cidade, mas isto eles não poderiam permitir, pois quantas lágrimas foram derramadas  com suas ausências, assim todos foram embora para suas casas, para suas famílias que com o que para aqueles jovens era uma aventura, para elas era muita  tristeza.

Hoje cada um seguiu seu caminho, e aquele castelo passou a ser apenas uma lembrança em suas vidas.