Sempre enfrentei o mês de agosto com baixo-astral. Lá em São Paulo, em 2004, a escritora Marliz Marins, filha de José Mojica, o Zé do Caixão, idealizou o “Dia dos Vampiros”. Justamente, para esse dia. Só que, segundo os jornais, dedicado à doação de sangue. Ideia meritória. Entrevistada pela “ISTO É”, naquele ano, disse a escritora que “os vampiros precisam de sangue para sobreviver, mas não são burros de consumirem sangue superfaturado”.Referia-se, é lógico, à “máfia dos vampiros”, aquele pessoal do Ministério da Saúde que superfaturava a aquisição de sangue e se locupletava do dinheiro público.Não sou o único que vejo agosto como o mês da superstição. Vários foram os eventos danosos “eventos damni” (no meu latim de missa), ocorridos nesses últimos anos no antedito mês.Eis alguns deles: agosto de 1914 começou a Primeira Guerra Mundial; agosto de 1945, os EUA jogaram a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki, no Japão; agosto de 1954, o jornalista Carlos Lacerda leva um tiro no atentado da rua Toneleros, no Rio de Janeiro, o governo Getúlio Vargas entra em crise. Getúlio se suicida no dia 24 de agosto.Agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou à Presidência do Brasil; agosto de 1962, morreu Marilyn Monroe; agosto de 1965, morreu a cantora Carmem Miranda, que tremia de medo de morrer em agosto; agosto de 1976, o ex-presidente Juscelino Kubitscheck morreu num acidente de carro; agosto de 1977, morreu Elvis Presley.O mestre do suspense Alfred Hitchcock nasceu em 1899. Em que mês? Em agosto. Em que dia? No dia 13.Ah! As superstições! Não posso deixar, leitores, para tornar menos violento ou menos grave esse mês de agosto, oitavo mês dos calendários juliano e gregoriano, registrar, aqui, o que ocorreu num “consultório sentimental” de uma ledora de sorte. Um cidadão baixo, feio e de óculos, mas bem-vestido, muito supersticioso foi fazer uma consulta com uma cartomante e vidente ao mesmo tempo, numa sexta-feira do mês de agosto.Logo de cara, a senhora, dona da faculdade de visão sobrenatural, falou pra ele: “em breve sua sogra morrerá de forma violenta”...Rapidinho, ele perguntou à mulher: - Violentamente? E eu? Serei absolvido?