Em meados do ano de 2012, alguns exemplares da Revista nº11, ano XIII, dezembro/2011, da Universidade Federal de Goiás, foram distribuídos, entre nós, membros do Conselho de Cultura do Estado de Goiás.

Chamou minha atenção o artigo assinado pela Museóloga Cláudia Barbosa Reis, Doutoranda em Letras sobre Museus de Escritores, na PUC–RJ, cujo título é: Cora Coralina e sua casa silenciosa, (p.120), porque além de eu ser admiradora da obra literária de Cora Coralina, aprecio conhecer casas de escritores transformadas em museus.

Museóloga voltada para uma satisfatória edificação dos Museus de Escritores no Brasil, Cláudia Barbosa Reis critica a insuficiente divulgação da escritora goiana no Museu Casa de Cora Coralina, na Cidade de Goiás:

 

Ocorre que justamente a memória de Cora é que vem sendo apequenada por uma visão museal que não dá à escritora a chance de ser conhecida sem a aura da velhinha que mesclava o carregar pedras com a doçura da lida cotidiana por meio da qual sobrevivia. (...) Sua obra, como na maioria dos museus de escritores brasileiros, é relegada a um segundo plano, suplantada na exposição por dados biográficos muitas vezes deturpados (a questão do casamento) e pelo mito da Cora de Goiás, a Mulher-Monumento, como disse Andréa Delgado. (p.122)

 

 

 

 

Cláudia Barbosa Reis acrescenta ainda pertinentes observações sobre visitas guiadas nos museus, argumentando que, se elas forem bem programadas, o visitante sairá interessado em conhecer mais profundamente o trabalho do escritor. Tendo como exemplo a sua própria visita, ela afirma que isso não acontece com os visitantes do Museu Casa de Cora.

Apesar de outras informações sobre o funcionamento dos museus ao longo do texto, o leitor se sente desconfortável, desde o primeiro parágrafo do artigo, pelo modo desrespeitoso com que a autora se refere à escritora goiana, chamando-a de figura oca e atribuindo o sucesso da sua literatura apenas ao toque de Midas do poeta Carlos Drummond de Andrade, que apresentou ao Brasil uma personagem idosa que começava a publicar versos singelos. (p.121).

Constantemente permeado por ideias, comparações e emprego de termos redutivos, seja da obra, seja da pessoa de Cora Coralina – velhinha frágil,versossingelos –, o artigo também se refere negativamente a questões que a própria Cora revelou em seus poemas, por exemplo, sua escolaridade, a infância infeliz, a precariedade da condição feminina.

Dentre várias outras críticas, também a veemente e repetida acusação da inexistência de uma adequada fortuna crítica sobre sua escritura poética.

Devido à quantidade de observações depreciativas apresentadas, pouco mais adiante (p.123), uma opinião diferente vinda da própria Cláudia Barbosa Reis soa contraditória. Após ela ter assistido a vários depoimentos de Cora Coralina, durante a exposição Cora Coralina / Coração do Brasil (Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, 2009), assim a museóloga se manifesta:

 

A candura que se espera encontrar numa velhinha frágil era suplantada por sua firmeza. Sua fala justificava a mulher decidida que saiu de casa para viver a vida que queria viver, mas que talvez não tenha sido aquela que esperava daí o retorno ao ponto de partida, à Casa Velha da Ponte, onde retomaria ancião, o projeto de publicar seus escritos. (p.123).

 

 

 

 

A confirmação do caráter firme e decidido de Cora Coralina é prontamente acatada por todos que a conheceram, pois, determinada em seus propósitos, Cora Coralina superou dificuldades incomuns e circunstâncias nada fáceis em sua existência, que estão expressivamente presentes em sua criação poética.

Por suas escolhas ousadas, Cora padeceu o desapreço de muitos vilaboenses e foi alvo de comentários depreciadores. Entretanto, o desdém de tantos não comprometeu o amor que ela tinha pela Cidade de Goiás, ruas, becos, morros, pelos habitantes mais simples e excluídos, sendo tudo e todos belamente distinguidos em seus versos. 

O significativo poema Minha Cidade é prova disso. Misturando-se aos inconfundíveis traços da cidade, Cora a descreve ao mesmo tempo em que revela seus sentimentos, suas pelejas interiores, retratando de modo especial e intenso a afeição que nutria (ou que a nutria?) pela terra em que nasceu:

 

 

 

 

Goiás, minha cidade

Eu sou aquela amorosa

de tuas ruas estreitas

curtas

indecisas

entrando

saindo

uma das outras

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

Eu souaquela mulher

que ficou velha

esquecida,

nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

Eu vivo nas tuas igrejas

e sobrados

e telhados

e paredes.  

Eu souaquele teu velho

verde de avencas

 

 

 

 

(...)           

Eu sou estas casas

encostadas,

cochichando umas com as outras.

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

Eu sou o caule

dessas trepadeiras sem classe,

nascidas na frincha das pedras:

Bravias.

Renitentes.

Indomáveis.

Cortadas.

Maltratadas.

Pisadas.

E renascendo.

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

Eu sou a dureza desses morros

revestidos,    

enflorados,

lascados a machado,

lanhados, lacerados.

(...)

Minha vida,

meus sentidos,

minha estética

todas as vibrações

de minha sensibilidade de mulher

têm, aqui, suas raízes.

 

 

 

 

Portanto, não é somente a biografia da escritora que sobressai quando se fala em Cora Coralina. Igualmente ímpar é a sua criação literária, cujo alcance humanístico não se pode calcular. Devido à universalidade da emoção que abriga, a poesia de Cora Coralina é canto grandioso em favor dos menores, é retrato de injustiças, é expressão de realidades sociais, é homenagem às muitas pessoas que a ajudaram a reescrever poeticamente o seu ‘caminho’ e, também, confissão madura de tempos pesados e de sentimentos magoados.

Exemplifica esse viés lírico, com temática intimista e modulação confessional, o poema abaixo, transcrito integralmente:

 

 

O CHAMADO DAS PEDRAS

Tudo deserto.

A longa caminhada.

A longa noite escura. 

Ninguém me estende a mão.

E as mãos atiram pedras.

 

 

 

 

Sozinha...

Errada a estrada. 

No frio, no escuro, no abandono.

Tateio em volta e procuro a luz. 

Meus olhos estão fechados. 

Meus olhos estão cegos.     

 

 

 

 

Vêm do passado.  

Num bramido de dor.  

Num espasmo de agonia

ouço um vagido de criança.

É meu filho que acaba de nascer.

 

 

 

 

Sozinha...  

Na estrada deserta,     

sempre a procurar   

o perdido tempo    

que ficou pra trás.

 

 

 

 

Do perdido tempo.

Do passado tempo

escuto a voz das pedras:

Volta... Volta... Volta...

E os morros abriam para mim

imensos braços vegetais.

 

 

 

 

E os sinos das igrejas

que ouvia na distância

diziam: Vem... Vem... Vem...

E as rolinhas fogo-pagou

das velhas cumeeiras:

 

 

 

 

Porque não voltou...

Porque não voltou...

E a água do rio que corria

chamava...chamava...

 

 

 

 

Vestida de cabelos brancos

voltei sozinha à velha casa, deserta.

 

 

 

 

          Repartido em várias estrofes desiguais, ora com três, cinco, seis, ora com quatroversos e terminando com um alegórico dístico final, este poema, sem esquema de rimas e de métrica, representa a trajetória angustiada e angustiadora de quem se reconhece existencialmente só.

         Os versos curtos, às vezes constituídos por uma ou duas palavras, quase sem conectivos, recurso que favorece a expressividade da emoção lírica, exprimem soluços estancados, representam engasgos existenciais tormentosos, vindos do perdido tempo, dopassado tempo.

O peso da atmosfera poética é instalado, sobretudo, por meio de uma adjetivação sombria, como: estrada deserta, longa noite escura, errada estrada, olhos fechados, cegos, vocabulário que reforça a sensação de desamparo, a dor da solidão.

Porém, pelas três últimas estrofes ecoam precisos chamados vindos das ‘vozes’ da sua cidade, com força suficiente para aquietar as torturantes sombras do passado. É o chamado das pedras: Volta... Volta...volta... Éo chamadodos sinos:Vem... Vem...vem...Dos pássaros:Porque não voltou... Porque não voltou... Da água do rio que ao passar chamava... chamava..., fazendo nascer um desejo interior irresistivelmente destemido e premente.

 

A força lírica do poema O Chamado das Pedras acontece pela repetição das palavras, pela síntese emotiva, pelos recursos utilizados para favorecer a compreensão do poema, não pelo raciocínio objetivo, mas pela emoção que dele transborda e contamina o leitor.

Então, quando se lê o dístico final: Vestida de cabelos brancos, /voltei sozinha à velha casa, deserta, esses dois versos, tal como acontece com os Sonetos, cumprem o papel de chave de ouro do poema, pois figurativamente resumem o tempo de ausência de Cora Coralina da Cidade de Goiás. Foram quarenta e cinco anos e, nesse espaço de tempo, a expressão de vários sentimentos: o da incerteza, o da solidão, o da compunção, mas também o da coragem e da convicção, estes dois últimos, atributos indispensáveis para quem não teme recomeçar. 

Os poemas de Cora Coralina impressionam leitores não só do Brasil, pois cantam vivências e impressões comuns à Humanidade.

Para o crítico literário Emil Staiger:

 

o leitor de poesia lírica não se coloca à distância, não sendo possível tomar-se posição contrária ao elemento lírico de uma poesia. Ele nos comove ou nos deixa indiferentes. Emocionamo-nos com ele, quando estamos em idêntica disposição interior.(p.51),

 

 

 

informação essa que nos facilita compreender o alcance da poesia lírica de Cora Coralina, pois a construção intimista, com focalização subjetiva, não necessita da arte de convencer. Se o leitor comunga idêntico sentimento ao do poeta, ele sentirá como se os versos fossem dele, jamais se distanciando da sua comoção.

Entretanto, em vários outros poemas de Cora, o foco da voz que fala volta-se nitidamente para fora, distanciado-se do objeto poeticamente ‘narrado’. Estes poemas que se distinguem pelo distanciamento da voz que canta, em relação ao objeto do seu cantar, que têm por objetivo uma história a narrar, possuem origem nas epopeias. Daí a classificação de épicos.

Segundo Aristóteles, em sua Poética, o poeta épico deve ser um narrador que fale o menos possível da sua própria pessoa, pois só assim representará ações.

Portanto, os versos épicos também possuem especificidades. Mais extensos, apresentam-se com linguagem lógica, ritmo regular, de modo a fazer com que a objetividade supere a subjetividade, a fim de que o distanciamento da voz que narra em relação ao objeto que contempla e descreve, transforme-o em especial narrador.

Helena Parente Cunha, em estudos de Teoria Literária, distingue o gênero lírico do épico, destacando que o mundo épico é apresentado sem a imprecisão de visibilidade dos contornos do estado interior, pois esta  circunstância introspectiva é própria do lírico. O lugar do poeta no poema épico é caracterizado pelo afastamento do alvo da sua contemplação, o que é contrário à atitude do poeta lírico. O ‘narrador’ épico coloca-se diante do objeto e o registra, com nítida clareza.

Tendo por base estas características referentes à aproximação e ao distanciamento do poeta em relação ao universo que constrói, é possível apontar características das narrativas épicas em vários poemas da escritora goiana.

Assim, não é por acaso, logo na introdução do livro Dos becos de Goiás e Estórias mais, que a própria Cora Coralina tenha feito a seguinte ressalva:

                                 Este livro: Versos... Não.

                                Poesia... Não. 

  Um modo diferente de contar velhas estórias.              

O poema TREM DE GADO é exemplo deste modo diferente de contar velhas estórias:

 

 

 

TREM DE GADO

E as boiadas vêm descendo do sertão!

Safra, entressafra...

Mato Grosso. Minas. Goiás.

Caminhos recruzados. Pousos espalhados.

Estradas boiadeiras. Aguada...

Pastos e gerais.

Cerrados. Cerradões.

Compáscuos...

Cercados. Aramados.

Corredores.

Nhecolândia. Pantanal.

Cochim.

Campos de Vacaria. Dourados. Maracaju.

Rio Verde.

Santana do Paranaíba. Serras do Amambaí.

Criatório...

Boiadeiros. Fazendeiros.

Comissários. Criadores.

Invernistas. Recria.

Trem de gado ronceiro...

Jogando, gingando

nos cilindros, nos pistões, nas bielas e nos truques.

Rangendo, chocalhando,

estrondando nas ferragens.

Resfôlego de vapor.

 

 

 

Locomotiva crepitando, fagulhando,

Apitando, sinalando, esguichando, refervendo.

Chiados, rangidos, golfadas, atritos, apitos.

Bandeira vermelha que se agita.

Bandeira verde de partida.

E o resfolegar do trem que vem, do trem que vai...

Trem de gado engaiolado, parado

na plataforma, na esplanada.

Gente que passa

– pára.

 

 

 

Corre os olhos. Conta as gaiolas. Avalia. Sopesa.

Soma. Dá cômputo.

Espia. Mexe. Recua.

Procura agitar os bois famintos, sedentos.

Cansados, enfarados, pressionados.

Ribombos no tabuado.

Ameaçar inútil.

Coice. Chifres entrechocantes.

Traseiros esbarrondando.

Grades lameadas. Gaiolas estercadas, respingantes.

 

 

 

... e o boi que se deita exausto...

Exaustos, esfomeados, sedentos, engaiolados,

cansados.

Estradas de ferro ronceiras.

Longas viagens demoradas,

rotineiras.

Composição parada nos desvios – tempo

aguardando horário, partida, sinal...

Bandeira verde, apito...

 

 

 

Eu vi

o boi deitado, exausto.

Pisado. Mijado. Sujo. Escoiceado.

Quartos encolhidos. Juntas dobradas. Cabo inerte.

Olhar vidrado.

Vencido.

Começa a morrer.

Morre devagar...dias, noites...

Arrancos inúteis.

Mugido parco. Lúgubre...

Estrebuchar de agonia.

 

 

 

Emporcalhado – estira os quartos.

Alonga o pescoço. Encomprida o cabo.

Língua de fora, de lado.

Olhos abertos. Vidrados.

Morre o boi.

Olhos abertos, vidrados

vendo – o pasto verde,

o barreiro salitrado, a aguada fria, cantante,

distante...     

 

 

 

Eu vi

a alma do boi pastando, lambendo, bebendo,

nas invernadas do Céu.

Eu vi – de verdade –

a alma do boi – boizinho pequenino,

entrando, deitando alegrinho

na lapinha de Belém.

 

 

 

Com foco narrativo bem distinto daquele de O Chamado das pedras, o poema Trem de Gado comprova a força da palavra de Cora Coralina, incontestavelmente hábil para narrar universos que a circundavam.

A tocante plasticidade dos versos de Trem de Gado reproduz fielmente o que acontece nas longas viagens dos ‘trens boiadeiros’. Por meio das suas nítidas imagens, não apenas o sacrifício dos bois é demonstrado, mas também o modo negligente e insensível como são transportados.

Longo, o poema Trem de Gado é dividido em oito estrofes, sendo que a primeira delas possui trinta e um versos e pode ser considerada como uma introdução, pois situa o leitor sobre o longo percurso da viagem realizada pelo trem carregado de bois.

Quanto ao caráter enunciativo, no momento em que a locomotiva para na plataforma, o foco narrativo se ajusta para desvelar, com proximidade, cenas tocantes que retratam o sofrimento dos animais. Nas últimas três estrofes, com ângulo de visão ainda mais concentrado e sutil, a poetisa ‘com seu jeito diferente de contar velhas estórias’, apresenta-se como testemunha, e não como agente, ao dizer: eu vi.  

Portanto, aqui está um pouco da enorme riqueza da poesia de Cora Coralina, que a museóloga, ao finalizar seu artigo, continua a cobrar, (p.127) dizendo que o caminho mais fácil tem sido o escolhido, o culto do mito oco.

Mito, sim, oco, jamais, porque a biografia de Cora Coralina é rara e seus versos contundentes pelo modo de contemplar a existência e de construir sua poética.

Ébom que se tome conhecimento de que o sentimento de comiseração percebido constantemente no artigo de Cláudia Barbosa Reis nãosurpreenderia nem mesmo Cora Coralina. Tantoéverdade que assim falou a poetisa a um apresentador de televisãoque a entrevistou:

– Tenho medo, sabe de quê? Da comiseração. O livro da velhinha, vamos dar palmas a ela. Coitada... Digo a você, prefiro uma pedrada certeira que me quebre de vez.

Termino minhas palavras com a opinião de uma das maiores estudiosas e divulgadoras da obra de Cora Coralina, a poetisa e crítica literária Professora Darcy França Denófrio, no livro Cora Coralina, Coleção Melhores Poemas, Editora Global, 2004:

De duas coisas esta mulher especial mereceria ser resguardada: de um antecipado juízo de valor negativo, como fizeram no passado, e da comiseração. Do primeiro, porque é um mesquinho preconceito. Da segunda, por que sua obra verdadeiramente a dispensa. (p.347)

 

 

 

Como Presidente da Academia Feminina de Leras e Artes de Goiás, entidade cultural onde Cora Coralina é Patrona da Cadeira nº5, eu não poderia deixar de colocar em relevância os atributos poéticos de uma das escritoras que mais representam a alma das gentes de Goiás.

 

                                                                                Goiânia, 17 de dezembro de 2012.

 

Referências

 

 

 

ARISTÓTELES – Poética –São Paulo:Clássicos Edipro, 2011.

CUNHA, Helena Parente – Os Gêneros literários in: Teoria Literária, Crítica e História 5ª edição, Rio de Janeiro: Editora Tempo Brasileiro Ltda, 1985.

DENÓFRIO, Darcy França – Cora Coralina, Coleção Melhores Poemas, São Paulo: Editora Global, 2004

STAIGER, Emil – Conceitos Fundamentais da Poética – Rio de Janeiro: Editora Tempo Brasileiro Ltda, 1995

REIS, Claúdia Barbosa –Cora Coralina e sua casa silenciosa, in: Revista nº 11, ano XIII, dezembro /2011 – UFG.    

 

 

 

HELOISA HELENA DE CAMPOS BORGES*

Heloisa Helena de Campos Borges, graduada em Letras Modernas - Português e Francês-Língua e Literatura – UFG; Mestre em Teoria da Literatura, pela UFG; Especialização Professor de Francês – Língua Estrangeira – Sèvres/França; Especialização Professor de Francês – Língua Estrangeira – UniversitéLaval/Canadá. 

Diploma de Personalidade Cultural, outorgado pelo Conselho Estadual de Cultura do Estado de Goiás-1998;

Título de Chevalier dansl’Ordredes Palmes Académiques – outorgado pelo Ministère de l’EducationNational de laRecherche et de laTechnologie de laRépubliqueFrançaise – 1998.

Prêmio Colemar Natal e Silva, outorgado pela Academia Goiana de Letras – 2006.

Comenda Ordem do Mérito do Anhangüera, outorgada pelo Governo do Estado de Goiás – 2007.

Mérito Editorial – Editora UCG pelo livro POEMAS SORTIDOS, 2007.

Conselheira do Conselho Estadual de Cultura de Goiás.

Conselheira do Conselho Municipal de Cultura – Goiânia. 2008-2009

Pertence ao Conselho Editorial da UCG.

Membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás – Cadeira nº 30. Foi Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás – AFLAG – Biênios:2007/2009; 2009/2011; 2011/2013 (março).

Membro da União Brasileira de Escritores -GO.

 

Livros publicados:

 Quinquilharias – 1994 -poesia

Muitas luas – 2003 - poesia

Mais que simples palavras – 2005 – Ensaios Críticos (premiado)

Conversa. com Verso – 2007 - poesia

Poemas Sortidos – 2008 – poesia.

Poemas Escolhidos Pelos Leitores.