"A mulher equilibrada é a coluna da sociedade."  Nair Leal
 

"Nossas escritoras goianas têm um quê de primavera metafísica: quando lemos aquilo que escrevem sentimos florescer de novo a nossa alma.” Carlos Edu Bernardes

"A mulher, consorte da vida civil, não pode ficar ausente do universo literário masculino".  Salve 8 de março, dia da minha rainha predileta." Alirio Oliveira


"A mulher destes Goyazes, ao escrever, extrai de seu vibrante universo interior sentimentos, estranhezas e, roubando tempo que muitos consideram essencial para as lides domésticas, é capaz de, com as letras, influenciar o mundo. Um abraço a todas elas." Helena Sebba

"Mulher: mãe-terra que dera hereditariedade ao grão. Nas quadras do amanhã dessa crosta densa do tecido social foi essa dama-lua-cheia que criou inspiração no poeta. Ela foi a minguante no pranto do dramaturgo, a crescente na fina flor do amante e a nova que deu seu amor ao transeunte no lotação. Mulher: o oceano de luz, vida e amor que é a sociedade brasileira."  Silvino Morais Barros

"Acredito piamente na força da mulher em guerrear pelos filhos, pela vida, pelo mundo. As heroínas anônimas especialmente, são vigas mestras a sustentar a vida." Augusta Faro

"As poetisas goianas sobrepoem o lirismo no universo da poesia." Elma Paranhos.

"Entre uma linha e outra, frase ou oração, discorre-se os sentimentos e querências... Mas, é ao abrir um livro que descobre da grandeza da Escritora Goiana." Cecília Mello

"Novos tempos. Reconhecidamente o sec. XXI é o século da mulher. Neste contexto estão inseridas as escritoras goianas vivendo novas realidades, pela conquista de seu espaço. Como escritoras e como mulheres têm feito história desempenhando inúmeros papéis, porque são conscientes de seu valor. Parabéns Escritoras Goianas!" Maria Loussa

"Yêda Schmaltz, cansada de ser anjo, pediu asas à borboleta." -  "A poetisa Augustinha tem Faro maiúsculo." Placidina Lemes Siqueira

"Yêda Schmaltz: Para falar do amor ou dos amores dessa mulher extraordinária, que cantou a vida e até as flores, basta dizer que foi mãe, que viveu intensamente os seus sentimentos, que colheu homenagens, glórias e as próprias dores. Como todo ser humano normal, conheceu a meiguice da ternura e o amargor do sofrimento.Sem aviso, sem despedida, para ninguém debruçar-se no vazio do pranto, ela viajou para muito longe, foi embora pelos caminhos sem fim, pela estrada do último outono da vida. Diluiu-se na linha do horizonte, a maior poetisa goiana deu adeus assim, entoando o primeiro como  seu último canto. Cora Coralina, Darcy França Denófrio (minha conterrânea de nascimento em Itarumã, então distrito de Jataí), eis outras grandes poetisas goianas, aliás, quantas outras. Goiás é riquíssimo em boas poetisas." Antonio Vilella 


"Leodegária Brazília de Jesus ou Leodegária de Jesus foi o primeiro punho lírico feminino em  Goiás, publicando Coroa de lírios (Corôa de lyrios) em 1906 e Orquídeas (Orchideas) em 1928. Mulher admirável, foi ela pioneira em mais de um sentido: estudou até Latim, numa época em que as mulheres brasileiras morriam analfabetas; foi chefe de família, quando a mulher não cumpria esta função; foi escritora, quando a mulher não escrevia; escreveu livro de poemas entre os 14 e os 15 anos, época em que a mulher aprendia tão somente os ofícios domésticos em prisão domiciliar;  publicou-o mal entrando em seus 17 anos, quando os poetas, seus pares, tinham idade para ser seus pais ou até mesmo seus avós; e numa década pródiga em livros, rica para a Literatura Goiana, quando foi dela  a única voz que salvou a mulher do total silêncio nas Letras, perdurando o seu solo por quase meio século." Darcy Denófrio


Leia em “Notícias” no Home : “Mulheres da AGL: O Universo feérico na prosa ficcional de Augusta Faro; Os contos-crônicas de Lêda Selma; Professora Cassimiro, a magnífica cronista; Ana Braga – a mulher e o Mito; Moema e o espaço da crítica.” Por Licínio Barbosa


O mundo é das Mulheres


Por Leonardo Teixeira


Nas proximidades do dia internacional da mulher sempre há comentários em todo o mundo sobre a emancipação feminina, seus efeitos e consequências, a evolução justa com a possibilidade do sufrágio, a maioria de mulheres em salas de aulas nas universidades, a presença e ocupação de cargos cada vez mais importantes, outrora acessíveis exclusivamente aos homens, enfim, um apanhado geral que não satisfaz as mentes dos mais machistas.

Cabe analisar sobre um foco diferenciado essa importante questão feminina, numa perspectiva Goiana, que serve de espelho para o mundo inteiro. Sobre o principal valor humano: a vida. São necessárias algumas indagações. Por que as mulheres vivem mais? Por que a maioria das vítimas de homicídios e de assassinos é homem?

Violência é coisa de desocupados! Domingo é o dia em que mais ocorrem homicídios em Goiás. O segundo dia é fácil decifrar: sábado. Sexta-feira é o terceiro. São os dias em que as pessoas deveriam ficar em casa descansando, cuidando do lar e da família, executando o hobby predileto, ou mesmo trabalhando. Mas, ao invés dos afazeres necessários para a sobrevivência benigna, o homem (ser humano do sexo masculino) costuma frequentar bares, se embriagar em quaisquer botecos de esquina e resolver tudo no tapa, na bala ou na faca. É esse o triste tripé da violência.

Os horários em que mais ocorrem as mortes violentas são da meia-noite às seis horas e das dezoito às vinte e duas horas. O que prova ser a violência coisa de desocupados! A faixa etária das vítimas, em sua grande maioria, é composta de jovens do sexo masculino de 18 a 30 anos. Isso também comprova a superioridade das mulheres. Aliás, mulher é tão preciosa que a principal causa das discussões que redundam em mortes é a mulher. Ela é a cabeceira do chavão policial que explica as causas das mortes: “barra de saia, barra de ouro, barra de terra e barra de droga”.

À mulher moderna é dada a chance de se especializar, atuar profissionalmente para conseguir uma boa carreira, com o “fardo” de ser multiuso. Cuida da casa, dos filhos, dos estudos  e quejandos. Não há tempo o suficiente para se abarrotar de drogas e outras coisas fúteis, além de ter a capacidade maior de resolver tudo de forma mais civilizada, com a maior arma que pode existir: a palavra.

Não é comum encontrar mulheres brigando no trânsito, aperfeiçoando as brutais artes marciais, ou apontando um trabuco na fuça de outrem. Por estar num contexto fisiológico mais frágil, psicologicamente mais meigo e mais sensível, a mulher estará sempre à frente dos homens, com muito orgulho, porque o mundo realmente é delas.

 

Amélia Não é Mais Aquela

Por Valdivino Braz
 

Sócrates dizia que a mulher era um animal estúpido e enfadonho; Buda proibia que seus seguidores olhassem para mulher; os pré-cristãos só viam a mulher como serva que, abusivamente submetida ao trabalho, devia manter-se muda; e até uma oração judaica a menosprezava, com o homem agradecendo a Deus por não ter nascido mulher. Alvo de discriminação, injustiça e violência, por longo tempo a mulher esteve relegada à condição de “objeto de cama e mesa”, com a obrigação de satisfazer sexualmente o homem, cuidar da casa e dos filhos.

No entanto, visto pelo cristalino de um outro prisma, a mulher sempre desempenhou o nobre papel de dona-de-casa, esposa e mãe, sendo um dos alicerces da família e um dos pilares do lar, ao lado do homem que nem sempre a valorizou como tal. E ela ainda hoje sofre maltratos domésticos e atos de violência também nas ruas, bem como injustiça social, faltando-lhe o devido reconhecimento de sua importância, tanto para o lar quanto para a sociedade como um todo.

Mas essa guerreira de sempre transpõe barreiras, supera dificuldades, administra sua vida, conquista sua liberdade, impõe sua independência em relação à asfixia do jugo machista. Afirma sua individualidade e realização enquanto ser humano, conciliando as questões familiares com a profissão de sua escolha. Atua em diversos setores da sociedade, ocupa seu espaço e prossegue na sua gloriosa trajetória.

Extrapolando as fronteiras do lar, a guerreira enfrenta o desafio de mostrar que, ao contrário de um ser frágil, é mais forte do que se pensa, com sábia concepção de vida e visão das coisas. No lar, no mercado de trabalho ou na política, a mulher moderna é consciente de seu papel e de sua valia. Convicta de sua força, joga por terra o mito da fragilidade e altera a visão machista que só queria a mulher para os “deveres de esposa”, além de cuidar da casa e dos filhos, sozinha e mal-amada.

Inegável a colaboração feminina, imprescindíveis a sua sensibilidade, delicadeza e ativa presença no complexo das transformações sociais e no processo individual e coletivo para construir-se o tão sonhado mundo melhor. A par de lutar por seus direitos, sociais, políticos e econômicos, a mulher amplia sua participação ao lado do homem, ao mesmo tempo em que amplifica o seu próprio desenvolvimento.

O preconceito contra a mulher, subjugada à opressão, acarretou-lhe grandes perdas ao longo da história, até mesmo em prejuízo da família e da própria sociedade. Mas é visto que o propalado “sexo frágil” é frágil apenas por conta do equívoco ou da conveniência machista. A mulher não mais se submete ao mero papel de boneca do marido ou de escrava do lar. Hoje é “mulher de verdade” sem ser aquela “Amélia” de uma velha canção. Esta Amélia se transformou. E assim 8 de março não é apenas uma data comemorativa ao Dia Internacional da Mulher, mas um atestado de sua luta, um tributo à sua coragem, reconhecim ento ao seu valor e aplauso por suas conquistas.