Considero a linguagem
seja falada ou escrita,
um convite à viagem
numa estrada bonita.

Os limites da largura
são marcados num real
com sanidade ou loucura
até delírio magistral.

Caminho neste jardim
apreciando o que existe
sem indicar qualquer fim
pois a palavra persiste
podendo ser acolhida
articulada ou presa,
também se ver agredida,
recusada ou surpresa.

Classifico como pragas
todas palavras que detesto
às vezes por serem vagas
ou recaírem nos restos,
dejetos de um discurso
vazio em seu recurso.

Arranco feiura do capim
no canteiro que mantenho
jogo veneno no cupim
de uma raiva que retenho.

Marisa (a)Penas.